Greve de Rodoviários no RJ: Audiência é Remarcada para Segunda

Audiência sobre greve de rodoviários no RJ é remarcada para segunda (13). Categoria mantém estado de greve após assembleia e reivindica 12% de reajuste.

Greve de Rodoviários no RJ: Audiência é Remarcada para Segunda

A audiência crucial entre o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro e as empresas de ônibus, originalmente agendada para esta quarta-feira (8), foi adiada para a próxima segunda-feira (13). A decisão, tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), ocorreu após uma assembleia realizada na terça-feira (7), onde cerca de 600 rodoviários presentes optaram por manter o estado de greve.

Durante a assembleia, a categoria demonstrou flexibilidade na sua principal reivindicação salarial, propondo um aumento de 12%, a ser pago em duas parcelas de 6% – uma em junho e outra em novembro. Esta nova proposta surge como um contraponto à oferta de 4,5% apresentada pelo Rio Ônibus, que foi veementemente rejeitada pelos trabalhadores. Paralelamente, o pedido por um vale-alimentação no valor de R$ 1.000 foi mantido.

O Rio Ônibus, por sua vez, expressou que as negociações continuam em andamento e manifestou otimismo quanto a uma resolução em breve. Apesar da rematricula da audiência, o estado de greve permanece ativo, indicando que a paralisação pode se intensificar caso um acordo não seja alcançado.

A greve dos rodoviários teve início em 29 de junho, desencadeada pelo impasse nas negociações da campanha salarial. As divergências giram em torno de melhorias nas condições de trabalho e reajustes salariais. Atualmente, a frota de ônibus opera parcialmente, com os trabalhadores em estado de alerta.

As reivindicações centrais da categoria incluem a implementação de um piso salarial de R$ 4 mil para motoristas e R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados, um reajuste geral de 17%, o já mencionado vale-alimentação de R$ 1.000, a oferta de plano de saúde e odontológico, e o fim dos contratos temporários na Mobi-Rio, com a transição para o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A expectativa agora se volta para a audiência do dia 13, onde ambas as partes tentarão chegar a um consenso que evite uma paralisação total e impacte ainda mais o transporte público na cidade.