Sobrecarga Cognitiva: Especialista Explica Impacto do Excesso de Notificações

Cientista explica sobrecarga cognitiva como excesso de mensagens e notificações digitais, e sugere desativar alertas e criar momentos sem celular para melhorar o bem-estar.

Sobrecarga Cognitiva: Especialista Explica Impacto do Excesso de Notificações

A constante avalanche de mensagens, notificações e demandas digitais que recebemos diariamente em nossos smartphones e outros dispositivos tem um nome: sobrecarga cognitiva. O conceito foi detalhado pela cientista da computação e pesquisadora Nina da Hora em entrevista ao programa Provoca, da TV Cultura. Segundo ela, esse excesso de informações pode gerar um sentimento de desespero e a sensação de estar perdendo momentos importantes da vida ao não conseguir responder a todas as solicitações.

Nina da Hora relatou que, durante a pandemia, chegou a tentar abandonar o uso do WhatsApp, buscando um alívio do fluxo contínuo de comunicação. No entanto, por motivos profissionais, precisou retornar ao aplicativo, mas com novas regras pessoais para gerenciar o uso. A experiência a levou a refletir sobre as estratégias necessárias para lidar com essa nova realidade digital.

## O que é Sobrecarga Cognitiva?

A sobrecarga cognitiva, conforme explicado pela pesquisadora, não se limita apenas às notificações que aparecem na tela. Ela abrange o volume total de informações e a pressão social implícita para responder rapidamente. "O que eu fui entendendo com o uso das redes sociais é que, conforme você recebe mensagens, mesmo que elas não sejam notificadas, começa a te dar um desespero se você não responder aquilo ali. É como se você perdesse um momento da sua vida", afirmou Nina da Hora.

## Estratégias para Lidar com o Excesso Digital

A cientista compartilhou algumas dicas práticas para mitigar os efeitos da sobrecarga cognitiva. Desativar as notificações de redes sociais é apontado como um passo crucial e, segundo ela, "um caminho sem volta" para quem busca mais tranquilidade. Além disso, a pesquisadora sugere a leitura de textos em ambientes diferentes de casa e, preferencialmente, sem a presença do celular.

Nina da Hora também levanta um questionamento pertinente sobre o futuro, especialmente com o avanço da inteligência artificial. Ela se pergunta como a sociedade lidará com as demandas crescentes quando as próprias ferramentas criadas para "otimizar" o tempo acabam gerando mais tarefas e exigências. A reflexão aponta para a necessidade de um uso mais consciente e estratégico das tecnologias digitais, a fim de preservar o bem-estar mental e a produtividade de forma sustentável.