Neto de Rubens Paiva lidera protestos contra IA nos EUA
Neto de figuras históricas brasileiras, Michaël Trazzi lidera protestos e greve de fome nos EUA, clamando por pausa no desenvolvimento da IA.

Em São Francisco, Califórnia, Michaël Trazzi, neto do ex-deputado brasileiro Rubens Paiva e de Eunice Paiva, figura central no filme "Ainda estou aqui", tem se destacado na organização de protestos contra os avanços acelerados da inteligência artificial (IA). Com 30 anos, Trazzi liderou manifestações que chegaram a incluir uma greve de fome, com o objetivo de pressionar as gigantes da tecnologia a concordarem com uma pausa no desenvolvimento da IA, caso seus concorrentes também o façam.
## Mobilização no Vale do Silício
A mais recente manifestação, ocorrida no sábado, 11 de maio, reuniu aproximadamente 350 pessoas em frente às sedes de empresas como OpenAI, Anthropic e Google. Os participantes, munidos de cartazes e megafones, clamaram por um compromisso das companhias em suspender o avanço tecnológico em caso de adesão de outras empresas do setor. Trazzi descreveu o evento como a "maior manifestação contra o desenvolvimento de IA na história dos EUA" em sua conta na rede social X.
Anteriormente, no final de março, Trazzi já havia organizado um protesto similar, que contou com a participação de cerca de 200 pessoas. Sua reivindicação principal visa obter um compromisso formal dos CEOs das principais empresas de tecnologia. Ele celebra ter conseguido uma resposta pública de Demis Hassabis, CEO da DeepMind do Google, que declarou que pararia o desenvolvimento de IA de ponta se todos os demais fizessem o mesmo.
## Preocupações com o Futuro
A iniciativa de Trazzi e dos manifestantes é motivada pela preocupação com os potenciais impactos negativos da IA no mercado de trabalho e na economia global. Cartazes exibidos durante os protestos expressavam apreensões como "Se ninguém construir nada, todo mundo morre" e "Em uma corrida rumo ao precipício, ninguém ganha". A mobilização, destacada em veículos como o The New York Times, The Washington Post e The Atlantic, busca criar um precedente para um desenvolvimento mais cauteloso e ético da inteligência artificial.
A atuação de Trazzi no Vale do Silício ecoa a luta de sua família contra regimes autoritários e por justiça social. A resistência contra os avanços descontrolados da IA, na visão dos manifestantes, é uma forma de garantir um futuro mais equilibrado e seguro para a sociedade, prevenindo desemprego em massa e instabilidade econômica decorrente da rápida automação.