MEI debate R$ 20 bilhões em fundos para inovar no Brasil
MEI discute estratégias e financiamento para impulsionar a inovação no Brasil, com metas de P&D e aprimoramento da governança de fundos públicos.

A Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) reuniu líderes do governo, setor produtivo e instituições de fomento em São Paulo para discutir o futuro da ciência, tecnologia e inovação no Brasil. O encontro, realizado na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), abordou o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024-2034 e aprimoramentos na governança de fundos públicos.
## Metas e Financiamento para Inovação
Durante o evento, o secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luis Fernandes, apresentou a ENCTI 2024-2034. A estratégia estabelece a meta de elevar os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para 2% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2034, com foco em áreas estratégicas como tecnologias digitais, fármacos e minerais críticos. O fortalecimento do financiamento à inovação foi outro ponto central. O BNDES anunciou a aprovação de R$ 5,8 bilhões para projetos de inteligência artificial e o plano Brasil Soberano III, de R$ 18,5 bilhões, para financiar exportações. A Finep, por sua vez, destacou a recomposição do FNDCT e projeta R$ 20 bilhões em contratações de crédito até 2026 para mais de três mil novos projetos de inovação.
## Aprimoramento da Governança e Engajamento Empresarial
Propostas para otimizar a gestão dos fundos públicos de inovação incluíram a criação de um portal unificado de informações, maior transparência e auditoria, e um novo marco legal. Um estudo da CNI sobre o impacto do FNDCT (2015-2025) foi apresentado, analisando seus efeitos em emprego, renda e sobrevivência de empresas. Especialistas ressaltaram a necessidade de maior engajamento empresarial, citando a Lei do Bem como instrumento estratégico, mas com adesão ainda limitada. A discussão evoluiu de apenas o volume de recursos para a qualidade da aplicação, buscando um ecossistema mais coeso onde as empresas integrem a inovação em suas estratégias, utilizando ferramentas como EMBRAPII, Finep e BNDES de forma coordenada.