Juiz dos EUA permite demissões na Meta ligadas à IA
Juiz dos EUA permite demissões na Meta, rejeitando pedido de funcionários que alegam uso indevido de IA e potencial discriminação contra pessoas afastadas.

Um juiz federal nos Estados Unidos autorizou a continuidade de demissões na Meta Platforms, rejeitando um pedido emergencial de 26 funcionários. Estes trabalhadores alegavam que as dispensas foram influenciadas por ferramentas de inteligência artificial, o que poderia prejudicar pessoas com deficiência ou que estiveram de licença médica. A decisão foi proferida pelo juiz William Orrick, em Oakland, Califórnia, que considerou que os empregados não apresentaram evidências suficientes de dano irreparável para justificar uma ordem judicial contra os desligamentos.
## Uso de IA em Demissões Questionado
A controvérsia gira em torno de cortes anunciados pela Meta em maio, que afetaram cerca de 8 mil vagas, aproximadamente 10% de sua força de trabalho global. Os funcionários argumentam que sistemas automatizados, incluindo um assistente de linguagem chamado “Metamate” e outras ferramentas de monitoramento de produtividade, foram utilizados para avaliar desempenho. Segundo a acusação, esses sistemas teriam considerado dados como comunicações internas, histórico de navegação e registros de uso de teclado. A preocupação central é que a utilização dessas ferramentas durante períodos de licença médica, férias ou licenças legais possa ter impactado negativamente a avaliação de funcionários nessas condições, colocando-os em desvantagem na seleção para demissão.
## Meta Defende Decisões Humanas
A Meta Platforms refutou as alegações, afirmando que as decisões de demissão foram tomadas por gestores humanos e não por sistemas automatizados. A empresa não comentou especificamente a decisão judicial. A defesa dos funcionários argumentou que a perda imediata de salários e benefícios importantes, como opções de ações e cobertura de saúde, constituiria um dano irreparável. No entanto, a advogada da Meta contestou, sugerindo que os trabalhadores não ficariam sem cobertura de saúde e que eventuais prejuízos financeiros poderiam ser recuperados posteriormente. O juiz Orrick deixou a porta aberta para reavaliar a decisão caso novas evidências surjam sobre o papel da IA nos cortes. O caso prosseguirá em arbitragem privada, conforme os acordos de emprego da empresa. Esta disputa é vista como um dos primeiros litígios nos EUA a questionar o uso de inteligência artificial em processos de demissão em larga escala.