China proíbe 'namorados' de IA e gera comoção entre usuários
China bane 'namorados' virtuais de IA para evitar dependência emocional. Usuários lamentam o fim dos companheiros digitais, enquanto o governo busca regular o setor.

A China implementou novas regulamentações que proíbem a oferta de "namorados" e "namoradas" virtuais gerados por inteligência artificial. A medida, que entrou em vigor nesta quarta-feira, visa combater a dependência emocional e o vício em chatbots com características humanas. A decisão provocou tristeza e perplexidade entre os usuários, que expressaram nas redes sociais o sentimento de perda e abandono.
As diretrizes, elaboradas por cinco órgãos governamentais, determinam que as ferramentas interativas não devem induzir à dependência excessiva nem prejudicar as relações interpessoais reais. Empresas como Doubao, Qwen e Yunbao já suspenderam seus recursos de companheiros virtuais antes do prazo.
Serviços que não envolvem interação emocional, como atendimento ao cliente, não são afetados. A China se torna a primeira grande economia a adotar regras específicas para IA imersiva, em meio a debates globais sobre os riscos da dependência afetiva.