Brasil mira título inédito em 'Olimpíada' de Robôs Humanoides na China

Brasil competirá no World Humanoid Robot Games em Pequim, buscando título no futebol de robôs humanoides com equipe de estudantes e pesquisadores de diversas universidades.

Brasil mira título inédito em 'Olimpíada' de Robôs Humanoides na China

Mesmo com o desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo encerrada, o país ainda tem uma oportunidade de conquistar um título internacional de relevo neste ano, mas em uma modalidade surpreendente: o futebol de robôs humanoides. O Brasil foi selecionado para participar do World Humanoid Robot Games, um dos principais eventos de robótica humanoide, que ocorrerá de 22 a 26 de agosto em Pequim, na China. Conhecido como a "Olimpíada de Robôs Humanoides", o torneio já demonstrou em edições anteriores imagens de robôs competindo em modalidades como atletismo, boxe e futebol, com disputas acirradas e momentos de tombos que viralizaram nas redes sociais.

## Competição de Futebol Humanoide

A equipe brasileira conquistou sua vaga na categoria Humanoid Adult Size Soccer (Large), que envolve robôs humanoides em tamanho adulto e é considerada uma das mais desafiadoras do evento. A classificação para esta edição foi resultado do bom desempenho em competições internacionais recentes, como a RoboCup 2026, realizada na Coreia do Sul. No ano passado, o Brasil obteve o 5º lugar no World Humanoid Robot Games, um feito que garantiu o convite para a participação deste ano.

A delegação brasileira é composta por seis estudantes de cinco universidades e pesquisadores da área de robótica. Representantes da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Centro de Excelência em IA da Universidade Federal de Goiás (CEIA-UFG), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e do Centro Universitário FEI integram a equipe. Flavio Tonidandel, técnico da equipe e pesquisador de inteligência artificial, destacou a importância da classificação como fruto de anos de pesquisa e colaboração interuniversitária.

"Nossa expectativa é grande, não só para melhorar o resultado do ano passado, mas para mostrar que o Brasil tem capacidade de competir de igual para igual com os principais centros de robótica do mundo", afirmou Tonidandel. A equipe planeja chegar à capital chinesa com antecedência para se ambientar aos equipamentos. No torneio, todos os times utilizam humanoides fornecidos pela organização para assegurar a igualdade de condições. Na edição anterior, a Universidade de Tsinghua (China) sagrou-se campeã ao derrotar a Universidade de Leipzig (Alemanha).