Vítima de tubarão em PE: 'O mundo não parou ali'
Vítima de ataque de tubarão em Pernambuco, Marcela Vitória, 19, relata momentos pós-acidente e reafirma planos de ser juíza, buscando força para seguir em frente.

Marcela Vitória, de 19 anos, sobrevivente de um ataque de tubarão-tigre na Praia de Boa Viagem, em Pernambuco, no início de junho, compartilhou sua perspectiva sobre o incidente e os momentos seguintes. Apesar da gravidade do ocorrido, que resultou na perda de um membro, Marcela afirma que o ataque não a definiu.
## O Ataque e o Resgate
Em entrevista exclusiva, Marcela relembrou os instantes em que sentiu um toque na mão e, em seguida, a mordida na coxa. Ela descreveu a confusão inicial e a rápida percepção da quantidade de sangue, o que a levou a gritar por socorro. Seu primo, Jonas André de Lima, entrou no mar mesmo com o perigo iminente para resgatá-la. Um médico que estava na praia prestou os primeiros socorros, estancando a hemorragia antes da chegada das equipes de emergência.
Marcela permaneceu consciente durante todo o processo de resgate e, ao notar a perda da perna, sentiu um "luto", como ela mesma descreveu, mas manteve a força para seguir.
## Recuperação e Planos Futuros
A jovem passou 40 dias internada, incluindo cinco em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e precisou passar por duas cirurgias. Sua mãe, Jacicleide Severina de Lima, acompanhou de perto toda a recuperação. Marcela, que antes do incidente trabalhava para ajudar nas despesas da casa e cursava Direito, agora enfrenta o desafio de custear sua reabilitação, pois ainda não pode retornar ao trabalho.
Apesar das adversidades, Marcela Vitória mantém firmes seus planos para o futuro. Ela sonha em se tornar juíza e acredita que o ataque, embora traumático, a tornará mais forte. "Isso só vai me deixar mais forte. Vamos viver, estudar, trabalhar e aproveitar tudo o que a vida oferece de bom. Vamos seguir em frente, sem olhar para trás", declarou, demonstrando resiliência e esperança.