Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes Dispara no Brasil
Violência sexual contra crianças e adolescentes cresce no Brasil, com SP registrando quase triplicação de casos em 10 anos e Piauí apontando padrastos como principais agressores.

O número de denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes tem apresentado um aumento alarmante em diferentes regiões do Brasil. No estado de São Paulo, os casos quase triplicaram nos últimos dez anos, conforme dados da Fundação Abrinq e do Ministério da Saúde. Entre 2016 e 2025, as notificações de violência sexual saltaram de 4.667 para 14.124, um crescimento expressivo.
## Aumento da Violência Física e Sexual
Paralelamente ao aumento da violência sexual, as notificações de violência física contra crianças e adolescentes em São Paulo também registraram um crescimento significativo. Os dados indicam que os casos de violência física subiram de 371 em 2016 para 613 em 2025, representando um aumento de 65%. Especialistas ressaltam que, apesar dos avanços na legislação de proteção à infância e adolescência, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que completa 36 anos, a escalada da violência permanece como um dos maiores desafios para o poder público e a sociedade.
## Padrasto como Principal Agressor no Piauí
No Piauí, o Ministério Público do Estado (MPPI), por meio do Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navi), acompanhou casos em que o abuso sexual se mostrou predominante. Segundo o MPPI, quase oito em cada dez casos acompanhados pelo Navi em 2025 foram de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Uma análise preliminar aponta que a figura do padrasto lidera os registros de agressão nesse contexto, evidenciando a necessidade de atenção a dinâmicas familiares específicas.
## Desafios e Perspectivas
O cenário de aumento da violência sexual e física contra jovens no Brasil exige ações contínuas e integradas. Enquanto São Paulo observa um crescimento expressivo nos registros, o Piauí destaca a urgência de combater a violência sexual perpetrada por figuras próximas, como padrastos. A combinação desses dados reforça a necessidade de políticas públicas eficazes, campanhas de conscientização e fortalecimento dos canais de denúncia para garantir a proteção integral de crianças e adolescentes em todo o país.