Violência contra mulheres: MT tem 2ª maior taxa de violência psicológica e SC lidera ameaças

Anuário de Segurança Pública revela aumento de 70,3% na violência psicológica contra mulheres em MT, que tem a 2ª maior taxa do país. SC lidera registros de ameaças.

Violência contra mulheres: MT tem 2ª maior taxa de violência psicológica e SC lidera ameaças

Os registros de violência psicológica contra mulheres apresentaram um aumento de 70,3% em Mato Grosso no ano de 2025, comparado ao ano anterior. Este cenário posicionou o estado com a segunda maior taxa do país em ocorrências desta natureza, conforme revelado pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Mato Grosso registrou um salto de 2.151 para 3.720 casos, representando um acréscimo de 1.569 ocorrências em apenas um ano. A taxa do estado subiu de 112,9 para 192,3 ocorrências a cada 100 mil mulheres.

## Violência Psicológica: Um Panorama Nacional

A violência psicológica, tipificada na legislação brasileira desde 2021, abrange comportamentos que causam sofrimento emocional, minam a autoestima ou limitam a liberdade feminina. Práticas como ameaças, humilhações, manipulação, isolamento, perseguição, constrangimento e chantagem são exemplos dessa modalidade de violência. O crescimento observado em Mato Grosso foi significativamente superior à média nacional, que registrou um aumento de 16,9%. Em todo o Brasil, os casos passaram de 51.830 para 60.830 registros.

Mato Grosso ficou atrás apenas de Roraima, que apresentou a maior taxa do país, com 1.173,5 casos a cada 100 mil mulheres. Outros estados que registraram taxas acima da média nacional incluem Amazonas (176,6), Distrito Federal (142,5), Amapá (132,2) e Santa Catarina (117,5).

## Santa Catarina Lidera Registros de Ameaças

Paralelamente, Santa Catarina se destacou como o estado com a maior taxa de registros de ameaças contra mulheres e crimes de racismo no Brasil em 2025. Os dados, também divulgados nesta quinta-feira (23), colocam o estado catarinense na liderança dessas preocupantes estatísticas.

As informações unificadas das fontes indicam um agravamento da violência contra a mulher em diferentes frentes no território brasileiro, com crescimentos expressivos em modalidades específicas em estados distintos.