Vazamento de gás tóxico em Manaus atinge centenas e gera multa ambiental
Vazamento de gás tóxico em Manaus afeta 414 pessoas e leva a multas ambientais de mais de R$ 20 milhões. Vapores de estireno contaminam solo e córregos.

Um grave vazamento de gás tóxico em Manaus, capital do Amazonas, já levou 414 pessoas a buscarem atendimento médico e gerou multas ambientais milionárias para a empresa responsável. O incidente, que ocorre há mais de 70 horas, envolve a liberação de vapores de monômero de estireno, um produto químico inflamável e tóxico, a partir de um reservatório em uma indústria do Polo Industrial de Manaus (PIM).
## Combate ao Vazamento e Riscos Ambientais
Bombeiros e órgãos ambientais intensificam as ações para conter o vazamento, que teve início após uma elevação anormal de temperatura em um tanque de estireno líquido. A substância, ao aquecer, liberou vapores, e a rápida ação dos bombeiros, lançando água para resfriar o tanque e monitorando a temperatura interna, tem sido crucial. A empresa Innova, responsável pelo armazenamento, informou que o estireno estava em forma líquida e que a liberação de vapores ocorreu devido ao aumento de temperatura. Fissuras na bacia de contenção, que recebe a água utilizada no resfriamento, foram identificadas. Primeiras análises indicam contaminação por estireno no solo e em córregos próximos à fábrica.
## Impacto na Saúde e Medidas Punitivas
O vazamento já afetou a saúde de centenas de pessoas, com 414 atendimentos médicos registrados até o momento. Sintomas como tontura, dor de cabeça, irritação na garganta e coceira pelo corpo foram relatados por moradores. Duas pessoas permanecem internadas. Em resposta aos crimes ambientais, o governo do Amazonas e a prefeitura de Manaus multaram a empresa Innova em mais de R$ 20 milhões. A empresa pediu desculpas pelo ocorrido e declarou colaboração com as investigações. O processo de sucção interna da substância também está sendo realizado pelos bombeiros.