Vazamento de Gás em Manaus: Esforços para Conter Crise Duram 3 Dias

Vazamento de gás estireno em Manaus completa 3 dias. Bombeiros e agentes de saúde atuam no controle, enquanto a população relata sintomas e a empresa afirma que 80% do material emitido é vapor d'água.

Vazamento de Gás em Manaus: Esforços para Conter Crise Duram 3 Dias

## Vazamento Persistente no Distrito Industrial

Um esforço coordenado entre bombeiros e agentes de saúde está em andamento há três dias no Distrito Industrial de Manaus, na tentativa de controlar um vazamento de gás estireno. A substância, utilizada na fabricação de plásticos, resinas e borrachas pela indústria petroquímica, tem gerado preocupação na região. Apesar de a Defesa Civil classificar o risco à saúde pública como baixo, há relatos de pessoas internadas com sintomas diversos.

## Ações de Contenção e Riscos à Saúde

As operações de controle focam no resfriamento externo do tanque e no monitoramento contínuo de sua temperatura interna. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, Orleilso Muniz, indicou que os trabalhos estão progredindo para um "estancamento final". A empresa responsável, Innova, informou que a liberação controlada de vapores ocorreu devido ao acionamento de dispositivos de segurança do tanque, projetados para manter a integridade do equipamento. A empresa também declarou que cerca de 80% do material emitido é vapor d'água, com o restante sendo gases residuais do processo, que seguem sob monitoramento.

## Impacto na População e Investigação

O forte odor liberado pelo vazamento levou mais de 200 pessoas a procurar unidades de saúde. Funcionários da empresa, trabalhadores de áreas vizinhas e moradores locais apresentaram sintomas como tontura, náusea, falta de ar e desmaios, com alguns pacientes ainda hospitalizados. A Prefeitura de Manaus utilizou câmeras térmicas para identificar fissuras no tanque e determinou a interdição da empresa. O Ministério Público do Amazonas instaurou um procedimento para investigar as causas do incidente, enquanto a Defesa Civil aguarda novas análises para determinar a liberação da circulação de pessoas no entorno da indústria.