Um mês após ataque, atirador de tenente da Rota segue foragido

Um mês após o ataque que deixou o tenente da Rota Ronickson Pimentel gravemente ferido, o atirador segue foragido e a motivação do crime em São Caetano do Sul permanece desconhecida.

Um mês após ataque, atirador de tenente da Rota segue foragido

Um mês se passou desde que o tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, foi baleado na cabeça em São Caetano do Sul, no ABC paulista. Até o momento, o atirador, identificado como Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, permanece foragido, e a motivação por trás do ataque, que ocorreu no dia 27 de junho, ainda é um mistério. O tenente, que é irmão da vítima do caso Eloá Pimentel, segue internado em estado grave no Hospital Estadual Mário Covas.

## Investigação em Andamento e Suspeitos Presos

O crime foi capturado por câmeras de monitoramento e mostrou o momento em que o passageiro de uma motocicleta disparou contra o policial enquanto ele parava em um semáforo na avenida Goiás. O caso está sob investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, com apoio da Rota em buscas baseadas em denúncias anônimas. A gestão estadual oferece uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à captura de Golias, que está na lista vermelha da Interpol.

Documentos indicam que o ataque foi planejado, com estudo prévio de rotinas e locais. No entanto, a forma como a Polícia Militar tem lidado com as denúncias anônimas relacionadas ao caso tem sido apontada por investigadores da Polícia Civil como um obstáculo para o avanço das apurações. Ações da Rota que resultaram em mortes de suspeitos, segundo a avaliação de investigadores, podem ter impedido a obtenção de depoimentos cruciais para esclarecer o motivo do crime e identificar todos os envolvidos. Entre o final de junho e o início de julho, seis pessoas foram mortas em ações da Rota, sendo que pelo menos três delas eram alvo de denúncias que as ligavam diretamente ao ataque.

## Conexões e Operações Policiais

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a detenção de quatro suspeitos de envolvimento indireto no crime. Dois teriam fornecido apoio logístico em veículos, um é apontado como o responsável por abandonar a motocicleta utilizada no ataque em Heliópolis, zona sul de São Paulo, e um quarto suspeito se apresentou à polícia e teria oferecido dinheiro para ocultar a moto. Os nomes dos detidos não foram divulgados. A SSP ressaltou que todas as mortes decorrentes de intervenção policial em ações de apuração de denúncias geram inquéritos e que não é possível afirmar que todas estejam ligadas à tentativa de homicídio contra o tenente Ronickson.

A última morte associada ao caso foi a de Márcio dos Santos Ferreira, conhecido como Tetão, baleado na zona leste da capital, que a PM alega ter ligações com o apoio logístico ao ataque. Anteriormente, Marcelo de Jesus Dias, o Nego Zoom, teria sido o condutor da moto do atirador e foi morto em Heliópolis, juntamente com outro indivíduo. Elenilson Misael da Silva, o Galego, apontado como um dos que ajudaram na fuga de Golias, também foi morto pela Rota no litoral paulista.