Turista Argentino é Preso por Racismo na Bahia

Turista argentino Sebastian Fernando Ayala, investigado por injúria racial na Bahia, tem prisão preventiva decretada pela Justiça e é considerado foragido após fugir para a Argentina.

Turista Argentino é Preso por Racismo na Bahia

A Justiça da Bahia expediu neste sábado (18.jul.2026) a ordem de prisão preventiva contra o turista argentino Sebastian Fernando Ayala, de 38 anos, investigado por injúria racial. O incidente ocorreu em um restaurante em Morro de São Paulo, na cidade de Cairu (BA), onde Ayala teria praticado atos racistas contra um homem negro.

A decisão, proferida pelo juiz Marcelo José Santos Lagrota Félix, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), atendeu a um pedido da Delegacia Territorial de Cairu com parecer favorável do Ministério Público. Ayala, no entanto, já havia deixado o Brasil antes da expedição do mandado e agora é considerado foragido da justiça brasileira.

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De acordo com a Polícia Civil, o argentino adiantou sua viagem de volta à Argentina, que estava inicialmente programada para o dia seguinte. Sebastian Fernando Ayala deixou Morro de São Paulo na noite de quarta-feira (15.jul.2026), utilizando transporte marítimo e terrestre até Salvador. Na manhã seguinte, embarcou em um voo para o Rio de Janeiro e, de lá, seguiu para Buenos Aires.

O episódio que motivou a investigação ocorreu na mesma quarta-feira (15.jul.2026), durante a semifinal da Copa do Mundo entre Argentina e Inglaterra. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra Ayala realizando gestos que imitavam um macaco na direção de um homem negro, enquanto outros torcedores celebravam a vitória da seleção argentina. A vítima, segundo informações, era funcionária do restaurante onde o incidente aconteceu e estava em seu período de folga.

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Em resposta ao ocorrido, o Funny Restaurante, local do incidente, emitiu nota repudiando veementemente atos de racismo, preconceito ou discriminação, afirmando ter adotado as medidas cabíveis após tomar conhecimento do caso.

Na fundamentação da prisão preventiva, o juiz Marcelo José Santos Lagrota Félix destacou que os elementos coletados indicam a ocorrência do crime e apresentam indícios de autoria. A medida foi justificada pela necessidade de garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal, especialmente diante da fuga do investigado para o exterior. O magistrado classificou a conduta de Ayala como uma "violação à dignidade da pessoa humana", ressaltando que tratar o preconceito como piada contribui para a minimização de práticas discriminatórias.

Desde 2023, a injúria racial é equiparada ao crime de racismo pela legislação brasileira, com penas que variam de 2 a 5 anos de prisão, além de multa, conforme estabelecido pela Lei 14.532. A Polícia Civil baiana informou que buscará cooperação com a Polícia Federal para localizar e efetivar o cumprimento da ordem de prisão contra Sebastian Fernando Ayala.