Tesoureira de desvio de drogas na Polícia Civil da PB vai para prisão domiciliar
Vanessa Dantas Fernandes, 'tesoureira' de esquema de desvio de drogas na Polícia Civil da Paraíba, tem prisão domiciliar concedida. Ela usará tornozeleira eletrônica e responderá a medidas cautelares.

A Justiça da Paraíba concedeu prisão domiciliar a Vanessa Dantas Fernandes, investigada por atuar como "tesoureira" de um esquema de desvio de drogas que envolvia policiais civis no Sertão do estado. Vanessa estava presa temporariamente no âmbito da Operação Perfidus, que também resultou na prisão do delegado Braz Morroni e de dois agentes da Polícia Civil. A decisão foi proferida pela juíza Conceição de Lourdes Marsicano de Brito Cordeiro, da 2ª Vara Regional das Garantias.
## Medidas Restritivas
Ao conceder a prisão domiciliar, a magistrada impôs uma série de medidas cautelares a Vanessa Dantas. Ela deverá usar tornozeleira eletrônica e terá permissão para sair de casa unicamente para consultas médicas. Além disso, está proibida de deixar a comarca por mais de oito dias sem autorização judicial, precisa manter seu endereço e telefone sempre atualizados e não poderá ter contato com os demais investigados ou testemunhas da Operação Perfidus. A defesa de Vanessa Dantas não foi localizada para comentar a decisão.
## Operação Perfidus
A Operação Perfidus, conduzida pela Polícia Civil da Paraíba, investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Ao todo, a operação já cumpriu nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões dos investigados.
Segundo as investigações, Vanessa Dantas disponibilizava suas contas bancárias para receber, fracionar e distribuir recursos provenientes do tráfico internacional e interestadual de drogas, repassando parte dos valores aos policiais investigados. O delegado Braz Morroni e os agentes Everton Aires, conhecido como "Bomba", e Eduardo Jorge, apelidado de "Mão Branca", também foram presos e já indiciados pela Polícia Civil.
Everton Aires é apontado como operador central da organização, fazendo a ponte entre policiais e traficantes. Eduardo Jorge é suspeito de participar diretamente de subtrações de drogas, monitorar carregamentos e esconder entorpecentes. A operação também aponta o envolvimento de outros indivíduos como João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral e Paulo Ricardo Barbosa de Souza, que atuavam no armazenamento, refino, comercialização e distribuição de drogas, além de movimentações financeiras ilícitas.