Suspeito de Lavagem de Dinheiro Ostentava Viagens Internacionais

Homem suspeito de lavar R$ 100 milhões para facções criminosas ostentava viagens internacionais em redes sociais, apesar de renda declarada de R$ 4 mil. Polícia prendeu 10 pessoas.

Suspeito de Lavagem de Dinheiro Ostentava Viagens Internacionais

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram a Operação Hawala, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas e que movimentou ao menos R$ 100 milhões. Um dos principais suspeitos identificados é Samuel Morais da Hora, de 36 anos, que se apresenta como autônomo e é suspeito de usar sua empresa de peças de telefones celulares, localizada na região da Uruguaiana, no Centro do Rio, para operar o esquema para facções criminosas, incluindo o Terceiro Comando Puro (TCP).

## Ostentação em Contraste com Renda

Samuel Morais da Hora possui uma renda mensal declarada de R$ 4 mil. No entanto, suas redes sociais revelam um estilo de vida luxuoso, com ostentação de viagens a destinos internacionais como Nova Iorque, Grécia, Paris e Dubai. A incompatibilidade entre seus rendimentos lícitos declarados e a vida de luxo exposta online é um ponto central na investigação do MP.

## Esquema e Movimentação Financeira

Segundo as autoridades, Samuel é sócio da SN Cell Peças, Acessórios e Equipamentos Ltda. A loja, situada em um polo de comércio popular, registrou uma movimentação financeira de R$ 14,8 milhões em um período de nove meses. Nas redes sociais, ele se autodenomina CEO da SN Cell. A operação policial resultou na prisão de 10 pessoas até o momento. As investigações seguem para desarticular completamente o esquema de lavagem de dinheiro.