STF reverte decisão e traficante 'Mancha' volta para a cadeia
STF restabelece prisão preventiva do traficante 'Mancha', conhecido como Douglas de Azevedo Carvalho, atendendo pedido da PGR.

O Supremo Tribunal Federal (STF) restabeleceu a prisão preventiva de Douglas de Azevedo Carvalho, mais conhecido como "Mancha". A decisão do ministro Edson Fachin atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que argumentou haver risco à ordem pública e à aplicação da lei caso o traficante permanecesse em liberdade.
## Contexto da prisão e liberdade
"Mancha" foi preso em 15 de março de 2026 em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, após meses foragido da Justiça brasileira. Dois dias depois, ele chegou a Belo Horizonte e foi levado ao sistema prisional de Minas Gerais. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia decidido substituir a prisão preventiva por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
## Novo pedido e decisão do STF
No entanto, antes que a soltura de Douglas de Azevedo Carvalho pudesse se concretizar, a Justiça de Minas Gerais decretou sua prisão temporária por 30 dias. Essa nova ordem judicial se deu no âmbito de um inquérito que investiga o homicídio de Paulo Roberto Ziviani Rodrigues. A PGR, ao solicitar o restabelecimento da prisão preventiva, destacou a gravidade dos crimes e a necessidade de mantê-lo detido para garantir a ordem pública e a eficácia da justiça.
## Implicações da decisão
A decisão do STF sinaliza a preocupação do judiciário com a atuação de criminosos de alta periculosidade e o risco que representam. O restabelecimento da prisão preventiva de "Mancha" reforça o entendimento de que, em casos de crimes graves e com potencial de desestabilizar a ordem pública, medidas mais rigorosas são necessárias, sobrepondo-se a alternativas como a tornozeleira eletrônica.