SP: Roubos e furtos de alianças caem 24% no estado, mas média ainda assusta

Roubos e furtos de alianças em SP caem 24%, mas média de 45 por hora no estado e 20 na capital ainda é alta. Casos recentes e análise sobre a redução.

SP: Roubos e furtos de alianças caem 24% no estado, mas média ainda assusta

O estado de São Paulo registrou uma queda de 24,1% nos roubos e furtos de alianças no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar da redução, o número de casos ainda se mantém elevado, com uma média de 1.086 ocorrências por dia no estado, o que equivale a 45 casos por hora.

Na capital paulista, a redução foi de 23,5%, com 84,7 mil registros entre janeiro e junho deste ano. A média diária na cidade é de 471 ocorrências, quase 20 por hora. No total, o estado contabilizou 195,5 mil roubos e furtos de alianças no período, ante 257,5 mil em igual intervalo de 2025.

## Casos flagrados por câmeras

Imagens de câmeras de segurança capturaram recentes casos de roubo de alianças em São Paulo. Em um deles, na Zona Sul, uma mulher foi abordada por um motociclista com mochila de entregas logo após sair de um condomínio. O criminoso anunciou o assalto e levou a aliança da vítima.

Em outra ocasião, na Zona Oeste, um motociclista com a placa coberta assaltou um casal, levando a aliança de uma das vítimas antes de fugir. A ação rápida e a tentativa de ocultar a identificação da moto são características comuns nesses tipos de crime.

## Análise da redução e permanência dos casos

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) foi questionada pela GloboNews sobre os motivos da redução e a persistência do alto volume de subtrações de alianças. Até o momento da publicação desta reportagem, não houve resposta oficial.

Especialistas em segurança pública apontam que a queda pode estar relacionada a um conjunto de fatores, como o aumento do policiamento ostensivo em áreas de maior incidência, operações de repressão a grupos criminosos especializados neste tipo de delito e o uso de tecnologias de monitoramento. Contudo, a alta frequência dos crimes demonstra a necessidade de ações contínuas e estratégicas para combatê-los de forma mais eficaz.