Sinop cria plano municipal contra violência doméstica e familiar
Sinop avança na criação de plano municipal decenal contra violência doméstica e familiar, com envolvimento de diversas secretarias, forças de segurança e sociedade civil.

A cidade de Sinop, no Mato Grosso, deu um passo importante na proteção das mulheres ao promover um encontro para a construção do plano municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. A iniciativa, liderada pela Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e pela secretaria de Assistência Social, reuniu representantes de diversas esferas da sociedade civil, incluindo secretarias municipais, conselhos, forças de segurança, justiça e organizações não governamentais.
## Construção de um Plano Decenal
O objetivo principal do encontro foi discutir e elaborar propostas para um plano decenal, alinhado aos planos Nacional e Estadual. Os participantes foram divididos em grupos de trabalho focados em quatro eixos estratégicos: Educação e Comunicação, Atendimento e Segurança Pública, Justiça e Atenção às Vítimas, e Governança. A Professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, ressaltou que a elaboração do plano é uma responsabilidade conjunta, visando controlar os índices de violência que preocupam a gestão e a sociedade.
## Busca por Investimentos e Continuidade de Políticas
Lauren Menegon, gestora de Programas e Projetos, destacou a importância do planejamento para acessar investimentos e recursos dos governos Estadual e Federal. O plano servirá como um guia para ações contínuas, permitindo a busca por financiamento por meio do Ministério das Mulheres. O promotor de Justiça Pedro Figueiredo, do Ministério Público, enfatizou que o plano visa garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das mudanças de gestão, fortalecendo a rede de enfrentamento já atuante em Sinop.
## Aperfeiçoamento do Acolhimento e Redução de Índices
Representantes das forças de segurança e justiça reforçaram a necessidade de um planejamento integrado para aprimorar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência, incluindo o feminicídio. A delegada Renata Evangelista mencionou a importância de identificar gargalos e discutir soluções para tirar as mulheres do ciclo de violência. A major Priscila Megier, do Corpo de Bombeiros, e a sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, destacaram que a integração entre os órgãos de segurança, Judiciário e Executivo é fundamental, pois as forças de segurança muitas vezes são o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção. A Patrulha Maria da Penha, responsável pelo acompanhamento pós-ocorrência e fiscalização de medidas protetivas, tem observado um aumento significativo nas denúncias, indicando que mais mulheres estão buscando ajuda.