Sindicato pede bloqueio de bens de investigados em esquema de lavagem de dinheiro
Sindicato de trabalhadores de postos de combustíveis no Rio pede bloqueio de bens de investigados em esquema de lavagem de dinheiro para garantir pagamentos.

O Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Niterói e Região entrou com uma ação junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitando o bloqueio de patrimônio de empresários investigados na sexta fase da Operação Unha e Carne. A operação, conduzida pela Polícia Federal, apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 7,6 bilhões através de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro, com possível anuência de políticos.
## Foco na Proteção dos Trabalhadores
O principal objetivo da entidade sindical é assegurar que haja recursos suficientes para o pagamento de salários, verbas rescisórias e indenizações trabalhistas dos cerca de 900 funcionários que atuam nos estabelecimentos sob investigação. Alex Silva, presidente do sindicato, destacou a preocupação com os trabalhadores, que não teriam participação nas irregularidades e não podem ser as maiores vítimas do esquema. "Não podemos permitir que, ao final desse processo, faltem recursos para quitar salários, verbas rescisórias e indenizações", afirmou.
## Investigação e Figuras Públicas
A sexta fase da Operação Unha e Carne mirou uma rede de postos de combustíveis que teriam operado em um esquema de lavagem de dinheiro. Entre os alvos de busca e investigação estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, e Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil. A Polícia Federal aponta que o inspetor da Polícia Civil Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, seria o proprietário de parte dessa rede de postos, utilizando "laranjas" e possuindo mais de 80 empresas ligadas a parentes.
## Condições de Trabalho Preocupantes
O sindicato também relatou condições de trabalho delicadas em alguns dos postos investigados. Há relatos de pagamentos de salários sendo realizados apenas em dinheiro e de gerentes apreensivos, temendo serem responsabilizados por operações policiais, enquanto os proprietários se ausentam. Essa situação gera grande insegurança para os trabalhadores que estão apenas cumprindo suas funções.