Secretária da Conafer movimentou R$ 4 milhões em esquema investigado pela PF
PF investiga ex-secretária da Conafer por movimentar R$ 4,1 milhões em esquema de lavagem de dinheiro, utilizando empresas de fachada e fundos desviados de fraudes.

Uma ex-secretária da Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) está sob investigação da Polícia Federal (PF) por movimentar R$ 4,1 milhões em um esquema criminoso. Segundo a PF, Iris Rodrigues foi uma das pessoas físicas com maior destaque no fluxo financeiro da organização, que é suspeita de envolvimento em fraudes que ficaram conhecidas como a "farra do INSS".
Os repasses para a ex-secretária teriam sido realizados por meio de empresas de fachada. Samuel Crisóstomos, contador da Conafer, e Cícero Marcelino, assessor do presidente da ONG, Carlos Roberto Ferreira Lopes, são apontados como responsáveis por intermediar esses pagamentos. A investigação sugere que o dinheiro desviado da fraude em massa foi utilizado para quitar dívidas de Iris Rodrigues com agiotas e adquirir bens de luxo, como um carro.
As ações de Iris Rodrigues teriam ocorrido a mando de Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer. A PF considera que a materialidade da lavagem de dinheiro está comprovada pelo uso de fundos desviados para beneficiar a ex-secretária. A investigação também aponta que a ex-funcionária mantinha um caso extraconjugal com o presidente da instituição, que teria lhe dado uma casa, um carro e uma mansão.
Este caso se soma a outras investigações envolvendo a Conafer, incluindo um caso em que donos de igreja no Distrito Federal foram indiciados por envolvimento em desvio milionário relacionado ao INSS. O desdobramento das apurações visa desarticular a organização criminosa e recuperar os valores desviados.