SC e MT lideram taxas de violência contra mulheres no Brasil

Santa Catarina lidera registros de ameaças contra mulheres e racismo. Mato Grosso tem 2ª maior taxa de violência psicológica, com crescimento de 70,3% em 2025.

SC e MT lideram taxas de violência contra mulheres no Brasil

Santa Catarina (SC) e Mato Grosso (MT) se destacam em índices preocupantes de violência contra a mulher no Brasil, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (23).

## Violência Psicológica em Mato Grosso

Mato Grosso apresentou um crescimento alarmante de 70,3% nos registros de violência psicológica contra mulheres em 2025, comparado ao ano anterior. O estado registrou um aumento de 1.569 ocorrências, passando de 2.151 para 3.720 casos. Este avanço significativo colocou Mato Grosso com a segunda maior taxa do país, com 192,3 ocorrências por 100 mil mulheres. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública indica que o estado ficou atrás apenas de Roraima, que registrou 1.173,5 casos a cada 100 mil mulheres. Outros estados com taxas acima da média nacional incluem Amazonas (176,6), Distrito Federal (142,5), Amapá (132,2) e Santa Catarina (117,5).

A violência psicológica, prevista na legislação brasileira desde 2021, abrange comportamentos que causam sofrimento emocional, reduzem a autoestima ou restringem a liberdade da vítima, como ameaças, humilhações, manipulação, isolamento, perseguição, constrangimentos e chantagens. O crescimento em Mato Grosso foi mais de quatro vezes superior ao observado no Brasil como um todo, onde os casos aumentaram 16,9%, passando de 51.830 para 60.830 registros.

## Santa Catarina Lidera Outros Crimes

Em um cenário nacional, Santa Catarina liderou os registros de ameaças contra mulheres e crimes de racismo no país em 2025. Os dados, igualmente divulgados nesta quinta-feira, apontam o estado catarinense como o que mais concentrou esses tipos de denúncias.

Embora a Fonte 1 não detalhe os números específicos para SC em relação a ameaças e racismo, a Fonte 2 a posiciona com uma taxa de 117,5 ocorrências de violência psicológica por 100 mil mulheres, ficando em sexto lugar no ranking nacional. A combinação desses indicadores coloca Santa Catarina em uma posição de alerta em relação à segurança e proteção das mulheres e minorias.