Roubos de celular disparam no RJ; tráfico de drogas cresce em MG e MA

Anuário Brasileiro de Segurança Pública revela alta de 19,4% nos roubos de celular no RJ, o único estado a registrar crescimento. Tráfico de drogas avança 41,7% em MG e 68,3% no MA. Desaparecimentos crescem 29,8% no MA.

Roubos de celular disparam no RJ; tráfico de drogas cresce em MG e MA

O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), aponta um cenário de aumento em crimes específicos em diferentes regiões do Brasil. O Rio de Janeiro se destaca como o único estado a registrar alta nos roubos de celulares, com um crescimento de 19,4% em 2025 em relação ao ano anterior. Foram contabilizadas 25.581 ocorrências, contra 21.416 em 2024. No total, considerando roubos e furtos, o estado apresentou uma elevação de 22,7% nos crimes envolvendo aparelhos celulares.

## Aumento no Tráfico de Drogas

Em Minas Gerais, o tráfico de drogas apresentou um aumento expressivo de 41,7% em 2025, totalizando 33.873 ocorrências. Este índice posicionou o estado com a segunda maior variação percentual do país, superado apenas pelo Maranhão, que registrou um aumento de 68,3% na mesma categoria. Minas Gerais também registrou a segunda maior taxa de tráfico de drogas por 100 mil habitantes, com 158,3 casos. Em contrapartida, o estado observou a maior queda nacional em registros de posse e uso de drogas, com 58,5% menos ocorrências.

## Pessoas Desaparecidas e Outras Tendências

O Maranhão figura como o segundo estado com o maior aumento no número de pessoas desaparecidas em 2025, com um crescimento de 29,8%. Foram registrados 1.182 casos, atrás apenas de Minas Gerais, que teve um aumento de 30,5%. Em nível nacional, os desaparecimentos registraram alta de 3,6%, totalizando 84.269 ocorrências. O Anuário também aponta para um aumento de 2,1% nas mortes violentas intencionais no Rio de Janeiro. Pesquisadores ressaltam que crimes como o roubo de celulares ainda sofrem com subnotificação, pois muitas vítimas deixam de registrar boletins de ocorrência.