Professora morta na Bahia: dedos roubados para saques bancários
Professora aposentada é brutalmente assassinada na Bahia e suspeitos roubam seus dedos para realizar saques bancários usando biometria.

A Polícia Civil da Bahia concluiu a investigação sobre o brutal assassinato da professora aposentada Vivaldina de Jesus Bonfim, de 64 anos, ocorrido em sua residência no município de Santa Rita de Cássia, no oeste do estado. O crime, que está sendo tratado como latrocínio (roubo seguido de morte), ganhou notoriedade nacional pela crueldade empregada pelos criminosos.
## Brutalidade e Planejamento do Crime
Segundo o inquérito policial, Vivaldina foi morta no dia 07 de junho com golpes de picareta. A ação foi planejada com o objetivo de roubar dinheiro e objetos de valor da casa da professora. As investigações apontam para o envolvimento de quatro homens no assassinato. A articulação do crime teria partido da afilhada da vítima, Maria Eunice Leite de Souza, que teria informado aos comparsas sobre a existência de um quarto trancado com possíveis bens preciosos.
## O Uso de Biometria para Saques
Em um ato chocante, após o assassinato, os suspeitos arrancaram quatro dedos da mão direita de Vivaldina. O objetivo era utilizar a biometria da professora para realizar saques em caixas eletrônicos. Conforme apurado, um dos acusados, Cristiano Machado de Oliveira, viajou até a cidade de Barreiras, a cerca de 198 km de distância, e realizou saques totalizando R$ 18 mil em uma agência do Banco do Brasil. Uma quarta tentativa de saque não foi bem-sucedida, possivelmente devido ao estado de decomposição dos dedos.
## Desdobramentos da Investigação
A movimentação bancária das vítimas foi um dos elementos cruciais para a elucidação do caso. As imagens das câmeras de segurança do banco permitiram a identificação e rastreamento dos suspeitos. O celular da professora, levado pelos criminosos, também auxiliou nas investigações após ser encontrado por um caminhoneiro e ter dados recuperados. Os envolvidos, incluindo a afilhada e seus cúmplices, permanecem presos e respondem por associação criminosa e latrocínio.