Professor relata agressão homofóbica no metrô de SP

Professor relata agressão homofóbica e física no metrô de SP. Vítima diz que ninguém ajudou e que sofreu lesões graves e abalo psicológico.

Professor relata agressão homofóbica no metrô de SP

Um professor de 29 anos, identificado como Ricardo Akira Matsufuji, relatou ter sido vítima de agressão homofóbica e física no último sábado (11), em um vagão da Linha 5-Lilás do metrô de São Paulo. Ele afirma que, apesar de ter gritado por socorro durante os ataques, nenhum passageiro ou funcionário da estação interveio para ajudar. As agressões resultaram em cortes, hematomas, perfuração no tímpano e fratura, além de abalo psicológico.

Segundo o relato, o ataque começou com um chute e evoluiu para socos e golpes contra a parede e o chão da estação, após o agressor acusá-lo de ter sido filmado. A vítima só conseguiu se afastar e receber alguma atenção quando alcançou a área das escadas rolantes, onde testemunhas apontaram o agressor.

O professor foi levado com o agressor para uma UPA e, posteriormente, à delegacia. Ele expressou medo de retornar ao trabalho e teme encontrar o agressor novamente, relatando que a polícia se recusou a registrar o caso como homofobia.