Presídio em Roraima: obra atrasada e 60% mais cara

Obra de presídio em Roraima, iniciada em 2018, está 65% concluída e deve custar R$ 26 milhões, 60% acima do previsto. A unidade é resposta a massacre de 2017.

Presídio em Roraima: obra atrasada e 60% mais cara

A construção da Cadeia Pública Masculina de Monte Cristo, em Roraima, atingiu 65,09% de sua conclusão, mas o custo final da obra deve saltar para R$ 26 milhões. Este valor representa um aumento de 60,27% em relação ao orçamento original de R$ 16,2 milhões. A obra teve início em junho de 2018, durante o governo de Suely Campos, com a promessa de ser concluída em 12 meses.

## Contexto da Construção

A construção foi anunciada como uma resposta direta à grave crise de segurança pública desencadeada pelo massacre ocorrido na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc) em 2017, que resultou na morte de 33 detentos. A nova unidade prisional, de segurança máxima, terá capacidade para 286 vagas e está localizada em uma área próxima à Pamc.

## Histórico de Paralisações e Compromisso de Conclusão

Ao longo de quase uma década, a obra enfrentou diversos períodos de paralisação, com cronogramas de retomada sendo anunciados. Recentemente, o Ministério Público de Roraima (MPRR), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), realizou uma visita ao local para fiscalizar o andamento dos trabalhos. Durante a inspeção, a equipe foi acompanhada por representantes da empresa responsável pela conclusão do serviço.

## Expectativa de Finalização

O promotor de Justiça de Execuções Penais, Raphael Talles Pereira, informou que o Governo de Roraima, por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), comprometeu-se a finalizar as obras ainda em 2026. “Independentemente de questões políticas, trata-se de uma obra, urgente e prioritária, que contribuirá para a redução da superlotação e para a melhor gestão da lotação dos reeducandos”, destacou o promotor, enfatizando a importância da unidade para a segurança pública.

## Relevância para a Segurança Pública

O procurador da República, Mateus Cavalcanti Amado, ressaltou a extrema relevância do aumento de vagas no sistema prisional para a segurança pública e para a garantia dos direitos da população carcerária. “Muito dinheiro público já foi empregado nesse objetivo, sendo imprescindível que não haja novos atrasos ou paralisações”, afirmou Cavalcanti, sublinhando a necessidade de otimizar os recursos públicos já investidos.