Policial Civil e Primo Irão a Júri por Assassinato de Adolescente
Escrivão da Polícia Civil e seu primo serão julgados em 21 de agosto por homicídio triplamente qualificado de adolescente em Sinop, MT, crime ocorrido em 2016.

## Julgamento Marcado para Agosto
Um escrivão da Polícia Civil e seu primo serão submetidos a júri popular no dia 21 de agosto, em Sinop, Mato Grosso, por envolvimento no assassinato da estudante Rurye Perossi Yusseff, de 16 anos. O crime ocorreu em setembro de 2016, quando a jovem foi atingida por um tiro na cabeça e morreu instantaneamente enquanto estava com amigos em um local conhecido como "Beco", no bairro Recanto Suíço. A justiça busca definir as responsabilidades no trágico evento que chocou a comunidade.
## Investigação e Circunstâncias do Crime
As investigações conduzidas pela Corregedoria da Polícia Civil apontaram que o tiro fatal partiu de um lote de munições adquirido pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, e o escrivão em questão estava entre os servidores que receberam parte desse material. Embora a maioria dos policiais lotados em Sinop tenha entregado suas armas para exame balístico com resultados negativos para as cápsulas encontradas na cena do crime, o escrivão alegou ter perdido sua arma, o que levantou suspeitas. A quebra do sigilo telefônico revelou que o policial esteve nas proximidades do local do crime no dia dos fatos, acompanhado de seu primo.
Testemunhas relataram que o escrivão e o primo estavam sob efeito de álcool e envolvidos em uma confusão no "Beco". Segundo a apuração, um desentendimento ocorreu quando o primo do policial teria entrado em um veículo sem permissão. O proprietário do carro, que se dirigia para encontrar Rurye, foi interrompido por disparos de arma de fogo. A Corregedoria recebeu uma denúncia anônima que indicava o escrivão como autor do disparo, alegando que ele, embriagado, buscou vingança ou intimidação após o desentendimento, atingindo acidentalmente a jovem. Um veículo branco, similar ao usado pelos suspeitos, foi localizado e pertencia ao pai do primo do escrivão.
## Prisão, Soltura e Acusação
O escrivão e seu primo foram presos em maio de 2018. No entanto, um mês depois, o Tribunal de Justiça determinou a soltura do escrivão, considerando seus "predicados pessoais favoráveis", e ele foi transferido para Cuiabá, onde permanece atuando na Polícia Civil sob medidas cautelares. O primo também foi liberado posteriormente. Ambos enfrentarão o júri acusados de homicídio triplamente qualificado, com as qualificadoras de motivo fútil, emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e perigo comum.