Policial Civil é Homenageado em Velório e Carreata Após Ser Morto em Ataque

Policial civil Carlos Alberto Freire Neto, 35, morto em ataque de traficantes no Rio, é velado e homenageado com carreata em Niterói. Quatro suspeitos foram presos após operação.

Policial Civil é Homenageado em Velório e Carreata Após Ser Morto em Ataque

O policial civil Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, foi velado e homenageado em Niterói nesta quinta-feira (9), um dia após ser morto em um ataque a tiros na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, Zona Norte do Rio de Janeiro. O agente, que era morador de Niterói e pai de dois filhos, integrava a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) desde maio deste ano. Anteriormente, ele havia servido na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, além de ter integrado a equipe de segurança do vereador Douglas Gomes (PL).

O velório ocorreu na Câmara Municipal de Niterói, reunindo familiares, amigos, colegas de farda e autoridades. A audiência pública sobre Doenças Raras e Pessoas Atípicas, que estava prevista para o mesmo dia, foi cancelada e remarcada. Após a cerimônia, o corpo de Freire Neto foi cremado no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba.

Colegas de profissão organizaram uma carreata em homenagem ao inspetor na orla de Niterói, demonstrando o reconhecimento e a tristeza pela perda do agente. Parlamentares e autoridades usaram as redes sociais para lamentar o ocorrido. O vereador Douglas Gomes destacou a amizade e o profissionalismo de Freire Neto, descrevendo-o como "um amigo, um irmão de caminhada" e "um profissional exemplar" que foi "covardemente assassinado enquanto cumpria seu dever". O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, também expressou condolências e classificou a violência no estado como "absolutamente inaceitável".

Carlos Alberto Freire Neto foi baleado na cabeça enquanto realizava uma diligência em uma viatura descaracterizada com outros três policiais na comunidade do Muquiço. Segundo a Polícia Civil, o grupo foi atacado por traficantes. O policial chegou a ser levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiu aos ferimentos. Uma policial civil que também foi atingida na perna passou por cirurgia e seu estado de saúde é estável.

Em resposta ao ataque, a Polícia Civil, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), realizou uma operação na comunidade do Muquiço. A ação resultou na prisão de quatro suspeitos e na apreensão de material ilícito. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) é a responsável pela investigação do caso.