Policial Civil é Assassinada; Ex-companheira e Sogros Presos no RJ

Policial civil é morta a golpes e ex-companheira e sogros são presos no RJ. Vítima foi encontrada em porta-malas de carro em Iguaba Grande. Caso é tratado como feminicídio.

Policial Civil é Assassinada; Ex-companheira e Sogros Presos no RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na última sexta-feira (24), a ex-companheira e os sogros da policial civil Daniela Cunha Moreira, de 43 anos, em conexão com seu assassinato. O corpo da vítima foi encontrado no porta-malas de um carro em Iguaba Grande, após ter sido levada de Saquarema.

## Investigação e Motivação

De acordo com as apurações, o crime teria sido motivado pelo fim do relacionamento de 13 anos entre Daniela e sua ex-companheira. A polícia aponta que a ex-parceira, identificada como Catiana Clarisse de Oliveira e Souza Moreira, de 38 anos, seria a autora principal do assassinato. A vítima teria sido dopada e, posteriormente, asfixiada. O pai da ex-companheira, Adilson de Oliveira e Souza, é apontado como cúmplice no homicídio, tendo auxiliado a segurar a vítima até a morte.

## Ocultação do Cadáver e Prisões

Após o crime, o corpo de Daniela Cunha Moreira foi transportado no veículo da própria vítima até um imóvel em Iguaba Grande, no bairro Cidade Nova. A mãe da ex-companheira, Ana Teresa Rodrigues dos Santos, foi indiciada por ocultação de cadáver e fraude processual, assim como o pai. A ex-companheira e o pai foram autuados também por feminicídio e posse ilegal de arma de fogo. A localização do corpo só foi possível após análise de imagens e cruzamento de informações que levaram os policiais ao local onde o carro estava escondido.

## Contexto do Crime

A investigação teve início quando Daniela não compareceu ao plantão que deveria assumir. As equipes policiais se dirigiram à residência onde ela morava com a ex-companheira em Saquarema, mas o imóvel estava vazio. A apreensão das duas armas de fogo encontradas no local também é parte da investigação. A ação foi realizada por agentes da 124ª DP (Saquarema), com apoio da 129ª DP (Iguaba Grande). O caso é tratado como feminicídio.