Polícia prende quarto suspeito de homicídio de empresário em SP
Quarto suspeito de envolvimento no sequestro e homicídio do empresário Marcelo Magalhães é preso em SP. Corpo foi encontrado no rio Cotia após sete dias de buscas; investigação aponta para chantagem e emboscada.

A Polícia Civil de São Paulo capturou o quarto suspeito de envolvimento no desaparecimento e homicídio do empresário Marcelo Magalhães, de 31 anos, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. A prisão ocorreu na tarde de quinta-feira (23), e o homem era foragido da Justiça.
## Detalhes da Investigação
O corpo de Marcelo Magalhães foi encontrado no rio Cotia, entre as cidades de Jandira e Carapicuíba, na manhã desta quinta-feira, após sete dias de buscas. A vítima foi vista pela última vez em 16 de julho, ao sair de um bar em Carapicuíba. A investigação policial aponta que o empresário estava sendo alvo de chantagens por parte de um amigo, que seria um dos suspeitos. Segundo a polícia, o comerciante realizava repasses financeiros ao homem há algum tempo, mas decidiu interromper os pagamentos. Uma transferência de cerca de R$ 8 mil no dia do crime foi considerada a "última tacada" dos criminosos, e não a motivação principal.
## Sequestro e Morte
Marcelo Magalhães foi levado a um imóvel com acesso ao investigado, onde ficou amarrado, amordaçado e mantido refém por aproximadamente duas horas. Durante o cárcere, foi obrigado a realizar transferências bancárias para os criminosos. A polícia afirma que ele permaneceu vivo durante todo o período e foi levado a uma área de mata próxima a um córrego, onde foi morto. Uma testemunha relatou que a vítima implorou pela vida, oferecendo o dinheiro em troca. A investigação descarta latrocínio (roubo seguido de morte), pois a intenção dos suspeitos seria matar Marcelo desde o início, com a retirada do dinheiro ocorrendo de forma oportunista. Outros três homens já haviam sido presos anteriormente e, segundo o G1 São Paulo, apontaram aos investigadores o local onde o corpo foi jogado, que corresponde à área onde o empresário foi assassinado. Na pedra onde ele morreu, foi encontrada a inscrição "polícia aqui morre 1533", interpretada pela polícia como uma referência a um "Estado paralelo e organização ultraviolenta". O suspeito recém-preso, Lucas Jaimes Oliveira Moura da Silva, conhecido como "Capivara", teve a prisão temporária decretada.
## Próximos Passos
O corpo de Marcelo Magalhães foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para identificação e será velado e sepultado nesta sexta-feira (24) em Carapicuíba. O suspeito preso será interrogado pelas autoridades.