Polícia investiga assassinato de jornalista em Goiânia; suspeita presa em flagrante

Polícia Civil de Goiás investiga homicídio de jornalista Delson Carlos em Goiânia. Suspeita, proprietária do apartamento, foi presa após ameaçar se matar. Dinâmica do crime e envolvimento de outra mulher são apurados.

Polícia investiga assassinato de jornalista em Goiânia; suspeita presa em flagrante

A Polícia Civil de Goiás está imersa na investigação para desvendar as circunstâncias que levaram ao assassinato do jornalista Delson Carlos de Barros, ocorrido na última sexta-feira (24) em um condomínio no Setor Bueno, em Goiânia. A vítima foi atingida por facadas dentro de seu apartamento e chegou a tentar fugir pelo corredor do 5º andar, onde acabou falecendo.

## Dificuldades na Identificação e Profissão da Suspeita

A apuração policial enfrenta desafios na confirmação da identidade exata do jornalista, que não nasceu em Goiás e cuja documentação apresentava divergências no sobrenome. Paralelamente, há incertezas sobre a profissão da principal suspeita, Renata de Almeida Pedreira e Souza. Embora se apresente nas redes sociais como advogada, empresária e CEO, investigações preliminares indicam que ela não possui registro na Ordem dos Advogados e que seu registro ativo seria como odontóloga.

Renata é a proprietária do apartamento alugado para Delson e seu marido há cerca de cinco anos. A relação entre eles era de longa data, com publicações nas redes sociais indicando proximidade, inclusive referências a um "trisal" e momentos de descontração compartilhados.

## Dinâmica do Crime e Prisão da Suspeita

Na sexta-feira, Renata teria se encontrado com o casal de amigos e uma outra mulher no apartamento, onde consumiram bebidas alcoólicas. O marido do jornalista relatou que o clima era de tranquilidade antes de ele se retirar por volta das 18h, deixando Delson com as duas mulheres. Versões iniciais indicavam uma discussão que teria levado Delson a esfaquear a companheira da suspeita, mas a versão mais recente aponta Renata como a autora das agressões contra Delson e, posteriormente, contra sua companheira, que teria tentado intervir.

Após as agressões, as duas vítimas teriam saído do apartamento em busca de socorro pelas escadas. A companheira de Renata foi atendida com um ferimento leve e liberada. Ao chegar ao local, acionada pelo homicídio, a polícia encontrou Renata trancada no apartamento, onde ela arremessou um notebook pela janela e ameaçou atentar contra a própria vida. Após mais de duas horas de negociação, a suspeita foi detida com o uso de um teaser, apresentando ferimentos leves e sendo encaminhada ao hospital.

## Continuidade da Investigação

No sábado, Renata já estava sob custódia da Polícia Civil, aguardando audiência de custódia. O delegado Eduardo Carrara estima que cerca de dez testemunhas precisam ser ouvidas para que todas as peças do quebra-cabeça sejam encaixadas. A suspeita, notificada da prisão em flagrante por homicídio consumado, optou por permanecer em silêncio. A representação pela prisão preventiva visa garantir que ela permaneça detida para auxiliar nos esclarecimentos. O delegado ressalta a importância de ouvir a companheira de Renata para obter uma compreensão mais clara dos fatos, considerando as divergências sobre a autoria das lesões na terceira pessoa envolvida. Os autos serão remetidos à Delegacia de Homicídios para a intimação das demais testemunhas.