Polícia Civil do RJ Desarticula Esquema de Transporte Clandestino Liderado por PM
Operação da Polícia Civil do RJ mira quadrilha de transporte clandestino intermunicipal, suspeita de explorar linhas, cobrar taxas ilegais e cometer outros crimes, com um PM apontado como líder do esquema.

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro foi deflagrada nesta sexta-feira (data exata não informada na fonte) com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de explorar o transporte intermunicipal clandestino de passageiros. O grupo, que teria como líder um policial militar da ativa, atuava em linhas que conectam Cabo Frio, na Região dos Lagos, à capital fluminense. Segundo as investigações, os envolvidos obrigavam motoristas a pagar taxas ilegais e controlavam pontos de embarque.
## Investigação Revela Estrutura Criminosa
A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) cumpre mandados de busca e apreensão em Cabo Frio e na cidade do Rio de Janeiro. As apurações tiveram início a partir de informações fornecidas pelo Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio (Detro-RJ), que indicaram a existência de um grupo estruturado explorando linhas intermunicipais de forma clandestina por anos. O policial militar apontado como chefe do esquema é considerado o principal alvo da ação policial, sendo acusado de tentar impor um monopólio na atividade na Região dos Lagos.
## Crimes Associados e Evidências Coletadas
As investigações apontam que o controle do transporte ilegal de passageiros estaria associado a homicídios decorrentes de disputas por pontos de embarque. Além disso, a quadrilha é suspeita de cometer crimes como extorsão mediante cobrança de taxas ilegais, ameaças contra motoristas concorrentes e agentes públicos, e danos qualificados. Para embasar a operação, foram coletados depoimentos de motoristas, fiscais, policiais e testemunhas, além de registros fotográficos, vídeos e comprovantes de movimentações financeiras. A estrutura da quadrilha incluía administradores, captadores de passageiros (conhecidos como "papagaios"), motoristas e responsáveis pelos pontos de embarque.
Os mandados de busca e apreensão visam coletar evidências cruciais para aprofundar as investigações, como celulares, computadores, documentos e registros financeiros. O objetivo é identificar outros possíveis envolvidos e determinar a extensão das atividades criminosas da organização.