PM suspeito de chefiar transporte clandestino entre Cabo Frio e Rio é alvo de operação

Operação da Polícia Civil desarticula quadrilha que controlava transporte clandestino entre Cabo Frio e Rio de Janeiro, com um PM suspeito de liderar o esquema.

PM suspeito de chefiar transporte clandestino entre Cabo Frio e Rio é alvo de operação

Uma operação conjunta da Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio da Draco e do Detro-RJ, mira nesta sexta-feira (24) uma organização criminosa suspeita de explorar o transporte intermunicipal clandestino de passageiros entre Cabo Frio, na Região dos Lagos, e a capital fluminense. Segundo as investigações, o grupo criminoso mantinha o controle da atividade por meio de cobranças ilegais, ameaças e atos de violência contra motoristas e concorrentes, além de fiscalizar pontos de embarque.

## Controle e Violência no Transporte Clandestino

A apuração, iniciada após compartilhamento de informações entre a Draco e o Detro-RJ, identificou uma estrutura organizada voltada à exploração irregular de linhas de transporte. O esquema contava com funções bem definidas, incluindo administradores, motoristas e “papagaios” (responsáveis por atrair passageiros). A organização cobrava taxas dos condutores que atuavam no transporte irregular e dificultava a atuação de concorrentes por meio de intimidações e ações coercitivas.

A Polícia Civil aponta que um policial militar da ativa seria o principal alvo da operação e o líder do grupo. Conforme as apurações, ele teria utilizado sua influência para fortalecer o controle da atividade na região e impor um monopólio. A investigação também apura a possível relação da organização com outros crimes, como extorsão, ameaças contra motoristas concorrentes e agentes de fiscalização, danos qualificados e até homicídios associados a disputas por pontos de embarque.

## Busca por Evidências e Novos Envolvidos

Durante a investigação, foram reunidos depoimentos de motoristas, fiscais, policiais e testemunhas, além de imagens de câmeras de segurança, registros fotográficos, vídeos e comprovantes de movimentações financeiras. Nesta fase da operação, os policiais cumprem mandados de busca e apreensão em busca de celulares, computadores, documentos, registros financeiros, armas, dinheiro e outros materiais que possam contribuir para o aprofundamento das investigações, a identificação de novos envolvidos e o esclarecimento da extensão das atividades atribuídas ao grupo.