Pai de deputado é foragido; cunhada é presa em fraude de R$ 86 milhões no RJ

Pai de deputado foragido e cunhada presa em operação do MPRJ que investiga fraude de R$ 86 milhões em órgão do Rio de Janeiro.

Pai de deputado é foragido; cunhada é presa em fraude de R$ 86 milhões no RJ

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou uma operação nesta quinta-feira (09/07) que investiga uma fraude estimada em R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole (IRM). A ação resultou na prisão de Amanda Íthala Santos da Paschoa, cunhada do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) e gestora de contratos da autarquia. Seu sogro e pai do deputado, Maurício Silva Knoploch, diretor de Planejamento e Projetos do IRM, é considerado foragido após ter um mandado de prisão expedido.

As investigações apontam Maurício Knoploch como um dos principais articuladores do direcionamento de licitações dentro do órgão. Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Além da cunhada do deputado, cinco pessoas foram presas, incluindo o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê.

O Instituto Rio Metrópole (IRM) é uma autarquia vinculada à Secretaria Estadual de Governo do Rio de Janeiro, criada em 2018 com o objetivo de estruturar e fiscalizar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana fluminense. A atuação do instituto é central para o planejamento urbano da região.

Um detalhe que chama a atenção nas investigações é que, em agosto de 2025, Maurício Knoploch foi agraciado com a Medalha Tiradentes na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A homenagem, proposta pelo deputado estadual Jorge Felippe Neto (PL), destacava sua carreira como diretor do IRM. Na ocasião, estiveram presentes diversas autoridades, incluindo o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, que agora também é um dos presos na operação.

A operação do MPRJ visa desarticular um esquema que teria desviado recursos públicos através de licitações direcionadas e práticas corruptas. A prisão da gestora de contratos e a condição de foragido do pai do deputado evidenciam a gravidade das acusações e o alcance da investigação, que atinge diretamente familiares de um representante político eleito.