Operações Policiais Desmantelam Esquemas de Lavagem de Dinheiro e Fraude

PF e MP desarticulam esquemas de lavagem de dinheiro e fraude em contratos públicos, apostas ilegais e concursos, com valores que ultrapassam R$ 900 milhões.

Operações Policiais Desmantelam Esquemas de Lavagem de Dinheiro e Fraude

Diversas operações deflagradas por órgãos de segurança em diferentes estados brasileiros miram esquemas complexos de lavagem de dinheiro e fraude, com valores que ultrapassam os R$ 900 milhões. A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público (MP) estão na vanguarda dessas ações, que visam desarticular organizações criminosas e recuperar valores ilícitos.

No Espírito Santo, a PF lançou a Operação Colosso de Areia, investigando um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a contratos públicos que, somados, ultrapassam a marca de R$ 900 milhões. A operação, deflagrada na quarta-feira (8), foca em contratos municipais no estado.

Em Goiás, a PF também atuou com a Operação Véu de Maia, voltada contra a lavagem de dinheiro proveniente de apostas esportivas ilegais. A investigação aponta para o uso de 87 empresas suspeitas de intermediar a movimentação de recursos de apostas irregulares. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia, além de cidades em São Paulo e no Rio Grande do Sul. A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda foi responsável por encaminhar os indícios de exploração irregular, identificados em maio de 2025.

No Pará, o Ministério Público do Estado (MPPA) realizou a operação “Fim de Jogo”, focada na exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro em Abaetetuba e outras cidades do Baixo Tocantins. O grupo investigado teria movimentado mais de R$ 40 milhões em atividades ilegais, incompatíveis com rendas declaradas. Medidas cautelares incluíram o sequestro de imóveis e veículos, além do bloqueio de ativos financeiros e indisponibilidade de quotas de empresas.

Já em Pernambuco e na Paraíba, a Polícia Federal realizou a terceira fase da Operação Chiado, focada em uma quadrilha que fraudou mais de dez concursos públicos em âmbito federal, municipal e estadual, além de praticar lavagem de dinheiro. As apreensões ocorreram em João Pessoa (PB) e em diversas cidades pernambucanas como Recife, Paulista, Goiana e Itaquitinga. A operação resultou no sequestro e bloqueio de ativos financeiros dos investigados em valores superiores a R$ 1,3 milhão, com penas potenciais de até 24 anos de prisão em caso de condenação.

Essas ações coordenadas demonstram um esforço contínuo das autoridades brasileiras no combate à criminalidade financeira e à corrupção, com impacto significativo nos cofres públicos e na integridade dos processos licitatórios e concursos.