Operação Policial Prende 27 Suspeitos de Movimentar R$ 30 Milhões

Operação policial no Paraná e Santa Catarina prende 27 suspeitos de movimentar R$ 30 milhões em tráfico e lavagem de dinheiro. Investigação aponta estrutura familiar e uso de empresas para ocultar lucros.

Operação Policial Prende 27 Suspeitos de Movimentar R$ 30 Milhões

Uma ampla operação da Polícia Civil, denominada Gift, resultou na prisão de 27 indivíduos nesta quarta-feira (5), como parte de uma investigação que apura o envolvimento de uma organização criminosa em atividades ilícitas. Estima-se que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 30 milhões através de tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro, com atuação concentrada nos estados do Paraná e Santa Catarina.

## Estrutura da Organização e Mandados Judiciais

Durante a quarta fase da operação, 19 dos 21 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça foram cumpridos até o fim da manhã. Adicionalmente, outras oito pessoas foram detidas em flagrante, e apreensões de drogas e armas foram realizadas. No total, a Justiça emitiu 93 ordens judiciais, incluindo 37 mandados de busca e apreensão domiciliar e 35 de busca pessoal. Medidas de bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras foram ordenadas para 26 investigados, além do sequestro de bens como imóveis e veículos.

As diligências ocorreram em diversas cidades paranaenses, como Pato Branco, Vitorino, Francisco Beltrão, Cascavel, Foz do Iguaçu e Curitiba, e também em municípios catarinenses, incluindo Florianópolis, Balneário Camboriú e Galvão. A polícia destacou a atuação estruturada da organização, responsável por abastecer regiões do Sudoeste do Paraná e Oeste catarinense com entorpecentes adquiridos na área de Foz do Iguaçu.

## Origem da Investigação e Métodos Criminosos

As investigações tiveram início após a prisão em flagrante de um indivíduo transportando aproximadamente 65 quilos de maconha em Itapejara d'Oeste, com os tabletes embalados em papel de presente. Ao longo de cerca de um ano de apuração, a Polícia Civil conseguiu mapear a estrutura hierárquica do grupo, identificando os responsáveis pela aquisição, transporte e distribuição de drogas, bem como pelos mecanismos financeiros empregados para ocultar os lucros.

A delegada Franciela Alberton, responsável pela investigação, explicou que as apurações permitiram individualizar as funções de cada integrante, os métodos de financiamento, a logística de transporte, as estratégias de ocultação patrimonial e o esquema de lavagem de dinheiro. A quadrilha era supostamente liderada por um homem de 38 anos e apresentava uma estrutura familiar, com parentes envolvidos na movimentação financeira, ocultação de bens e logística.

O grupo é suspeito de ter movimentado cerca de R$ 30 milhões através do sistema bancário. Para dificultar o rastreamento, parte do dinheiro era transportada em espécie entre Pato Branco e Foz do Iguaçu. As investigações também revelaram o uso de empresas para dissimular a origem dos recursos e a adulteração de cocaína com substâncias como cafeína para aumentar o volume de venda. Um estabelecimento farmacêutico em Pato Branco e seu proprietário foram alvos de mandados de busca e apreensão nesse contexto.