Operação Policial Desmantela Comércio de Maquiagem Falsificada em Londrina

Gaeco em Londrina realiza segunda fase da Operação Dalila, apreendendo maquiagem falsificada e sem registro da Anvisa. Produtos eram distribuídos online e representam risco à saúde.

Operação Policial Desmantela Comércio de Maquiagem Falsificada em Londrina

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná deflagrou a segunda fase da Operação Dalila, em Londrina, nesta quinta-feira (16). A ação, com apoio da Vigilância em Saúde do município, visa combater a venda e distribuição de cosméticos irregulares, sem registro sanitário e com rótulos falsificados na região.

## Busca e Apreensão de Produtos de Risco

Quatro mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 5ª Vara Criminal de Londrina. Os alvos incluem endereços residenciais e comerciais, além de guarda-volumes utilizados para ocultar estoques ilegais. O objetivo é impedir que os produtos adulterados cheguem ao consumidor. Entre os itens apreendidos estão colas para cílios, bases e fixadores de maquiagem, todos sem o registro obrigatório na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A falta de controle sanitário representa um grave risco à saúde dos usuários.

## Rede de Distribuição e Desdobramentos da Investigação

As investigações apontam que a distribuição desses produtos ocorria em larga escala, principalmente por meio de plataformas de comércio eletrônico, atingindo tanto profissionais da área da beleza quanto o público em geral. A operação atual é um desdobramento da primeira fase, realizada em outubro de 2025, que já havia resultado na prisão em flagrante de pessoas envolvidas com a venda de cosméticos falsificados. A análise de celulares apreendidos na fase anterior permitiu ao Gaeco mapear a rede de fornecedores e importações irregulares que abasteciam o mercado clandestino.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de associação criminosa, crimes contra as relações de consumo e falsificação de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Durante as diligências, as equipes buscam recolher não apenas os cosméticos adulterados, mas também embalagens, insumos para rotulagem clandestina e dispositivos eletrônicos que possam reforçar as provas contra os investigados.