Operação na PB desarticula apostas ilegais e bloqueia R$ 101 milhões
Operação na Paraíba cumpre mandados e bloqueia R$ 101 milhões de apostas ilegais. Esquema criminoso operava em 3 estados e envolvia lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Uma operação integrada deflagrada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), através do GAECO, em conjunto com a Polícia Civil, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda e a LOTEP, desarticulou uma organização criminosa responsável pela exploração clandestina de plataformas de apostas ('bets') no estado. A ação, nomeada Operação Consigliere e parte da Operação Força Integrada III, resultou no bloqueio de R$ 101.990.000,00 em ativos financeiros, incluindo criptoativos, além de restrições sobre bens móveis.
As investigações revelaram uma estrutura empresarial complexa que operava apostas sem autorização federal e estadual. O grupo utilizava pessoas físicas e jurídicas interligadas, empresas de fachada, capitais sociais incompatíveis, sedes fictícias e intermediadores financeiros para conferir aparência de legalidade às operações, ocultar patrimônio e dispersar valores. Foram identificados também o uso de domínios eletrônicos irregulares e sociedades simuladas para dificultar a fiscalização.
## Crimes Investigados
Indícios apontam para a prática de crimes como exploração ilegal de loteria, organização criminosa, lavagem de capitais e fraudes eletrônicas contra consumidores. As fraudes incluem a retenção indevida de valores, bloqueio arbitrário de contas e não pagamento de premiações, tudo estruturado em plataformas digitais para dificultar a identificação dos beneficiários reais.
## Abrangência da Operação
A operação não se limitou à Paraíba. Mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva foram cumpridos também em Mato Grosso do Sul e São Paulo, totalizando 46 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão. A ação faz parte de uma força-tarefa maior que ocorre em 15 estados contra diversas modalidades criminosas.
## Prisão Adicional
Durante o cumprimento de um dos mandados de prisão, um homem que não era alvo direto da operação foi preso. Ele seria cunhado de uma das suspeitas e estava na mesma residência. Ao verificar seu CPF, foi constatado um mandado de prisão em aberto contra ele. Ambos foram levados para a Cidade da Polícia Civil de João Pessoa.
As investigações seguem em curso e, segundo o Gaeco, estão sob segredo de Justiça. A medida cautelar patrimonial visa interromper a atividade criminosa, preservar o ressarcimento de danos, impedir a dissipação de patrimônio ilícito e desmonetizar a organização.