Operação do MPRJ desbarata esquema de R$ 86 milhões no Rio Metrópole
MPRJ desbarata esquema de desvio de R$ 86 milhões no Rio Metrópole. Cinco pessoas presas, incluindo presidente do IRM. PF opera contra lavagem de dinheiro no ES e grilagem no PA. Outras ações contra irregularidades e receptação de celulares.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou nesta quinta-feira (9) uma operação de combate a um esquema de desvio de recursos públicos no Instituto Rio Metrópole (IRM), com suspeita de fraudes em contratos que somam R$ 86,28 milhões. A ação, batizada de "Operação Colosso de Areia", segundo a CNN Brasil, visa cumprir seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão em diferentes cidades do estado, incluindo a capital, São Gonçalo e Teresópolis. Até o momento da publicação da reportagem, cinco pessoas haviam sido presas.
As investigações apontam que 11 pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. O período sob escrutínio abrange contratos firmados entre 2022 e 2026. O MPRJ detalhou que o grupo teria se apropriado de R$ 86,28 milhões por meio de aditivos contratuais e reajustes irregulares.
Entre os detidos estão figuras-chave do esquema. Davi Perini Vermelho, conhecido como "Didê", presidente do IRM e ex-presidente da Câmara de São João de Meriti, é apontado como o líder. Franquis Dias Nepomuceno, delegado da Polícia Civil e diretor do IRM, é acusado de ser o ordenador de despesas e de controlar a logística para a retirada de valores em espécie. Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado e ex-chefe da Procuradoria-Geral do instituto, é investigado por emitir pareceres que teriam dado respaldo jurídico às irregularidades.
Um dos alvos de prisão, Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), é considerado foragido. Ele é apontado como o articulador do direcionamento das licitações. A CNN Brasil informou que está em contato com as defesas dos citados.
Embora a notícia principal se concentre na operação do Rio de Janeiro, outras ações policiais foram deflagradas em diferentes estados. No Espírito Santo, a Polícia Federal (PF) iniciou a "Operação Colosso de Areia" (compartilhando nome com a ação do Rio, mas com foco distinto) para investigar um esquema de lavagem de dinheiro ligado a contratos públicos que ultrapassam R$ 900 milhões, conforme apurado pelo G1 ES. Já no Pará, a PF realizou uma operação contra grilagem de terras públicas, suspeitando de fraude em registros imobiliários e lavagem de capitais, segundo o G1 PA.
Em outras frentes de combate à criminalidade, o MPRJ também cumpriu mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro (G1 RJ) contra servidores e ex-dirigentes do Inea e da Ceca por irregularidades em licenciamentos. Paralelamente, a Polícia Civil deflagrou uma operação em 10 estados contra um esquema nacional de receptação de celulares roubados e furtados no Rio de Janeiro (G1 PE).