MPAM reverte prisão domiciliar de grávida com quase 1 tonelada de drogas
MP do Amazonas pede que grávida presa com quase 1 tonelada de drogas volte para a prisão. Promotoria alega periculosidade e gravidade do caso.

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) entrou com um recurso no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) solicitando a cassação da prisão domiciliar concedida a uma mulher presa em flagrante com quase uma tonelada de drogas em Manaus. A decisão de conceder o benefício, com uso de tornozeleira eletrônica, ocorreu em audiência de custódia no dia seguinte à apreensão e à morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, durante uma operação contra o tráfico.
## Reversão da Prisão Domiciliar
A promotoria argumenta que a investigada não se enquadra nos critérios para receber a prisão domiciliar, dada a gravidade do crime e o risco à ordem pública. O MPAM sustenta que a mulher possui profunda ligação com uma organização criminosa de alta periculosidade e que medidas cautelares alternativas à prisão seriam insuficientes para conter sua atuação. Durante a ação policial que resultou na apreensão de 862,6 kg de maconha, foram encontradas também máquinas de contar dinheiro, seladora a vácuo, coletes balísticos e munições de calibre restrito, indicando uma operação logística complexa.
## Periculosidade e Garantia da Ordem Pública
O órgão ministerial enfatizou que a presa não se trata de uma traficante de pequeno porte, mas sim de alguém com forte inserção no esquema criminoso. Diante disso, o MPAM pede que o recurso tenha efeito suspensivo imediato para que um mandado de prisão preventiva seja expedido e a investigada retorne ao sistema prisional. A solicitação visa garantir a ordem pública e impedir que a acusada, mesmo grávida, permaneça em liberdade, considerando a magnitude da carga de entorpecentes apreendida e o contexto de violência que marcou a operação.