MPAM pede fim da prisão domiciliar para grávida investigada por morte
MPAM recorre de prisão domiciliar concedida a grávida investigada pela morte de investigador. Órgão pede retorno da mulher para unidade prisional.

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) entrou com um recurso contra a decisão judicial que determinou a prisão domiciliar para uma mulher investigada pela morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena. O órgão ministerial busca reverter a medida, solicitando que a mulher passe a cumprir a prisão preventiva em uma unidade prisional, em vez de em sua residência.
A audiência de custódia, realizada no último sábado (25), homologou as prisões em flagrante dos envolvidos e decretou a prisão preventiva de quatro pessoas. Contudo, o juiz responsável pela decisão substituiu a prisão preventiva da irmã de Mayara Silva da Silva, uma das investigadas, por prisão domiciliar, levando em consideração seu estado de gravidez. A medida também incluiu o uso de tornozeleira eletrônica e a imposição de outras medidas cautelares.
## Recurso do MPAM
O MPAM argumenta que a gravidez não deve ser um impeditivo para o cumprimento da pena em regime fechado, especialmente em casos de crimes graves como o que vitimou o investigador. A solicitação do Ministério Público visa garantir que a justiça seja aplicada de forma rigorosa a todos os envolvidos na morte de Luciano Carvalho de Sena. A decisão sobre o recurso ainda será analisada pela Justiça.
## Investigação em Andamento
A morte do investigador Luciano Carvalho de Sena, lotado no Departamento de Narcóticos (Denarc), gerou grande comoção e intensificou as operações policiais na região. As investigações buscam esclarecer completamente as circunstâncias do crime e identificar todos os responsáveis. A prisão dos envolvidos, incluindo a mulher agora em prisão domiciliar, é um passo crucial para a elucidação do caso e para trazer respostas à família da vítima e à sociedade amazonense.