MP pede pena maior para bióloga que matou jovens em MT
MP de MT pede aumento de pena e regime fechado para bióloga condenada por atropelar e matar dois jovens em frente a boate em 2018.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) entrou com um recurso judicial solicitando o aumento da pena aplicada à bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro. Ela foi condenada em junho deste ano a seis anos de prisão, em regime semiaberto, pelos crimes de homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo. O atropelamento, ocorrido em 2018 em Cuiabá, resultou na morte de Myllena Lacerda Inocêncio, de 22 anos, e do cantor Ramon Alcides Viveiros, de 25 anos, além de deixar uma terceira pessoa gravemente ferida.
## Recurso por Pena Mais Severa
No recurso apresentado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o MPMT argumenta que a pena de seis anos em regime semiaberto é insuficiente diante da gravidade dos fatos. A Procuradoria busca a condenação de Rafaela Screnci por embriaguez ao volante, o que implicaria um regime inicial de cumprimento de pena fechado. O Ministério Público aponta que diversos fatores relevantes para uma punição mais rigorosa foram desconsiderados na sentença original.
## Fatores Agravantes Alegados pelo MP
Entre os pontos destacados pelo MPMT estão o elevado grau de embriaguez da motorista no momento do acidente, o fato de ela ter tentado fugir do local após ser impedida por funcionários de uma casa noturna, a gravidade do impacto do atropelamento e a alegada omissão de socorro às vítimas. A Procuradoria também invoca agravantes previstos no Código de Trânsito Brasileiro para justificar a revisão da pena. A defesa de Rafaela Screnci está sendo procurada para comentar o caso.