MP de SP desmantela esquema de fraude em licitações da prefeitura
MP de SP investiga ex-servidores da prefeitura por fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. Esquema envolvia direcionamento de contratos públicos em troca de propina.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira (7) uma operação para desarticular um esquema de fraudes em licitações na Prefeitura da capital paulista. A investigação aponta para o envolvimento de dois ex-servidores públicos que teriam direcionado processos licitatórios em benefício de empresas específicas, em troca de vantagens indevidas.
De acordo com as apurações, um ex-servidor comissionado que atuava na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SIURB) e outro da Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB) teriam sido os responsáveis por favorecer grupos previamente ajustados em licitações. Ambos os funcionários já foram exonerados de seus cargos, um no início do ano e outro em março, segundo as fontes.
## Indícios de Lavagem de Dinheiro e Ocultação de Patrimônio
As investigações preliminares indicam que os valores recebidos pelos servidores em troca de favores em licitações são incompatíveis com seus rendimentos declarados. Há fortes indícios de que esses recursos foram utilizados para a aquisição de imóveis, veículos e outros bens, possivelmente por intermédio de "laranjas", configurando ocultação de patrimônio de origem ilícita, uma etapa característica da lavagem de dinheiro.
O Gaeco cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em residências dos investigados, localizadas na capital paulista e na Grande São Paulo. Os envolvidos podem responder por crimes como corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro (ou lavagem de capitais).
A Prefeitura de São Paulo declarou que não é alvo da operação em si, mas as investigações buscam trazer transparência e punir atos ilícitos que possam ter ocorrido dentro de seus processos administrativos. A apuração ainda está em fase inicial, mas já aponta para um esquema complexo que pode ter movimentado valores significativos, prejudicando a isonomia e a moralidade administrativa.