Motorista de app e cúmplices indiciados por extorsão e roubo em Fortaleza
Motorista de aplicativo e cinco comparsas são indiciados por extorsão e roubo contra passageira em Fortaleza. Vítima foi mantida em cárcere privado após corrida e teve bens roubados.

Um motorista de aplicativo e seus comparsas foram indiciados pela Polícia Civil do Ceará por crimes de extorsão e roubo qualificado contra uma passageira em Fortaleza. O inquérito policial aponta o envolvimento de seis suspeitos nas ações criminosas, que ocorreram no bairro Meireles no dia 9 de julho. A vítima foi abordada após sair de uma casa de shows e entrar no veículo de aplicativo. Segundo as investigações, ela foi mantida em cárcere privado e teve seus pertences roubados.
## Detalhes do Indiciamento
Os indiciamentos foram distribuídos da seguinte forma entre os suspeitos: Matheus Bandeira Fontoura, o motorista de aplicativo, foi indiciado por roubo qualificado por concurso de pessoas, extorsão qualificada por privação de liberdade e associação criminosa. Claudio Natan Barros da Silva responde por roubo qualificado, extorsão qualificada, associação criminosa e tráfico de drogas. Ana Karolina da Silva Horta também foi indiciada por roubo qualificado, extorsão qualificada e associação criminosa. Otavio Joas Martins de Castro foi indiciado por tráfico de drogas. Rayane da Silva Queiroz foi indiciada por lavagem de dinheiro. Um sexto suspeito, identificado apenas como "Ezequiel", segue foragido e foi indiciado por roubo qualificado, extorsão qualificada e associação criminosa.
## Decisões Judiciais e Medidas Cautelares
Quatro dos suspeitos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. No entanto, Rayane da Silva Queiroz foi a única liberada após audiência de custódia realizada em 11 de julho. O juiz determinou medidas cautelares para ela, incluindo a obrigatoriedade de comparecer a todos os atos processuais, comunicar qualquer mudança de endereço em 24 horas e não se ausentar da comarca de Fortaleza sem autorização judicial. A decisão de soltura para Rayane baseou-se na ausência de elementos concretos que indicassem sua participação direta na abordagem, privação de liberdade ou violência contra a vítima, limitando-se sua atuação, em tese, ao recebimento e movimentação de parte dos valores obtidos com o crime. Matheus Bandeira Fontoura, Claudio Natan Barbosa da Silva, Otavio Joas Martins de Castro e Ana Karolina da Silva Horta permanecem presos.