Motorista com histórico fatal atropela e mata PM em SP

Motorista de 22 anos, preso após atropelar e matar sargento da PM em SP, já havia se envolvido em acidente fatal em 2020 quando tinha 16 anos.

Motorista com histórico fatal atropela e mata PM em SP

Um sargento da Polícia Militar, Fábio Ferreira de Souza, de 50 anos, foi atropelado e morto por um motorista que dirigia na contramão em alta velocidade na Avenida Nove de Julho, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada desta quinta-feira (23). O responsável pela morte, Bruno Yasuda Sales Shimizu, de 22 anos, foi preso em flagrante e apresentava sinais de embriaguez, recusando-se a fazer o teste do bafômetro.

## Histórico de Acidentes Fatídicos

O caso ganha ainda mais gravidade ao revelar que Bruno Yasuda Sales Shimizu já esteve envolvido em um acidente com vítima fatal em setembro de 2020. Na ocasião, ele tinha apenas 16 anos, não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e dirigia um carro retirado sem autorização do pai. O adolescente atingiu a traseira de uma motocicleta na Rodovia José de Carvalho, em Pilar do Sul (SP), matando o motociclista Celso Rodrigo Vieira de Sales, de 19 anos. Na época, Bruno e a vítima eram descritos como não habilitados. O caso foi registrado como ato infracional análogo a homicídio culposo.

## Circunstâncias do Novo Crime

Na madrugada do ocorrido, o sargento da PM Fábio Ferreira de Souza pilotava sua motocicleta quando foi atingido frontalmente pelo veículo conduzido por Bruno, que trafegava pela contramão. O policial foi socorrido ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos. O sargento, que possuía 26 anos de serviço e estava próximo da aposentadoria, trabalhava no 2º Batalhão de Choque e deixa esposa e dois filhos.

## Investigação e Negligência

Segundo apurado, minutos antes do atropelamento, Bruno teria estado em uma casa noturna na Vila Olímpia, onde teria gastado cerca de R$ 3 mil em bebidas alcoólicas. Câmeras de segurança registraram o momento em que o motorista acessou a Avenida Nove de Julho pela contramão. Após a colisão, Bruno estacionou o carro e permaneceu no local com as mãos na cabeça. Duas mulheres que o acompanhavam deixaram o local antes da chegada da polícia, enquanto um homem que estava no carro foi levado à delegacia e liberado. A defesa de Bruno alega que os fatos ainda estão sendo esclarecidos e que o motorista colabora com as investigações.