Morte em rodovia no PA: família pede justiça após 1 ano
Família de Pedro Henrique, 14, busca justiça após morte em acidente no Dia das Mães de 2025 no Pará. Motorista causador da colisão foi liberado após fiança.

A dor e a busca por justiça marcam a vida da família de Pedro Henrique Rodilha dos Santos, de 14 anos, que faleceu em um trágico acidente de trânsito no Pará. O ocorrido aconteceu em 2025, durante as celebrações do Dia das Mães, quando o jovem viajava com a família para a praia.
O acidente envolveu uma colisão frontal na rodovia PA-458, que liga Bragança ao litoral do estado. Segundo relatos, o motorista Maycon Douglas Gomes Teixeira, 33 anos, morador de Taguatinga (DF), invadiu a contramão em uma curva. Ele retornava da praia de Ajuruteua quando atingiu o veículo onde estava Pedro Henrique e seus familiares.
Pedro Henrique chegou a lutar pela vida por 50 dias em coma, mas não resistiu às complicações dos ferimentos e faleceu em 1º de julho de 2025. O pai do adolescente, Jânio Venâncio dos Santos, também sofreu graves lesões, ficando internado por 47 dias e ainda hoje lida com sequelas físicas permanentes.
## Pedido de Condenação
Um ano após a morte do filho, Kátia Silene, mãe de Pedro, desabafa sobre o impacto devastador do acidente em sua vida: "A minha vida parou". Ela narra a difícil jornada até a maternidade de Pedro, marcada por sete abortos espontâneos antes de conseguir ter o caçula. "Os 14 anos que vivemos com ele foram dias muito felizes. Mas meu último Dia das Mães foi um dia muito triste. Foi o dia que aconteceu um acidente que levou à morte o meu filho", relata emocionada.
A família busca a condenação do motorista responsável pelo acidente. "Nós não queremos vingança, queremos apenas que a Justiça faça o seu papel", afirma o pai, Jânio. Segundo registros da Polícia Civil do Pará (PCPA), o condutor apresentava sinais de embriaguez e recusou o teste do bafômetro. Ele foi preso em flagrante, mas liberado em menos de 24 horas após o pagamento de fiança equivalente a cinco salários mínimos.
Enquanto a família lida com o luto e as consequências físicas e emocionais, a mãe expressa a sua revolta com a situação do motorista: "Ele segue vivendo a vida dele de boa, enquanto a minha vida parou". A esperança é que a Justiça seja feita e que o caso sirva de alerta sobre a responsabilidade no trânsito.