Medo de Assalto Cai em SP, Mas Insegurança Persiste em Regiões
Pesquisa Datafolha aponta queda no medo de assaltos em SP, mas insegurança persiste em regiões metropolitanas e entre mulheres.

A percepção de insegurança no Estado de São Paulo apresentou uma queda significativa, com a parcela de moradores que declaram ter "muito medo" de serem assaltados nas ruas diminuindo de 57% em 2022 para 47% em 2026. A pesquisa Datafolha, divulgada nesta quarta-feira (8.jul.2026), aponta que, apesar dessa redução de 10 pontos percentuais, quase metade da população paulista ainda manifesta receio.
O levantamento detalha que 29% dos entrevistados sentem "um pouco de medo" de assaltos nas ruas, enquanto 24% afirmam não temer. O medo de ser assaltado em semáforos também recuou, passando de 54% em abril de 2022 para 45% em 2026. Outros 26% relatam "um pouco de medo" e 29% nenhum.
## Contexto da Pesquisa
A pesquisa ouviu 1.608 pessoas em 71 municípios paulistas entre 1º e 3 de julho de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais. Os dados de percepção de medo acompanham a queda em indicadores criminais divulgados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), que registrou, de janeiro a maio de 2026, o menor número de homicídios para o período desde 2001.
## Diferenças Regionais e de Gênero
No entanto, a sensação de insegurança permanece mais elevada na capital e na região metropolitana. Nessas áreas, 60% têm "muito medo" de assalto nas ruas, 58% de assaltos em semáforos e 51% de serem assassinados. A pesquisa também evidencia que mulheres relatam sentir mais medo que homens em todos os cenários. A diferença é mais acentuada no medo de assalto nas ruas (58% delas contra 35% deles) e em semáforos (55% contra 34%).
A percepção de segurança também varia conforme a avaliação do governo estadual. Entre os que desaprovam a gestão de Tarcísio de Freitas, 51% demonstram "muito medo" de assaltos em semáforos, contra 42% entre os que aprovam a administração.
## Outros Crimes e Percepções
A pesquisa também abordou o medo de outros crimes, com reduções gerais. O receio de ser assassinado caiu de 51% para 42%; de ser atingido por bala perdida, de 35% para 33%; de ser sequestrado, de 33% para 30%; e de ser assaltado em casa, de 30% para 27%. Apesar da queda geral, a percepção de risco em áreas metropolitanas e entre o público feminino ainda demonstra desafios significativos para as autoridades de segurança pública.