Massagistas Agem Sem Permissão e Cobram à Força em Praias Cariocas
Vídeo de discussão por massagem não solicitada em praia do Rio de Janeiro expõe prática abusiva. Prefeitura lança operação 'Tolerância Zero' para fiscalizar a orla.

Um vídeo que mostra uma discussão acalorada entre duas mulheres na Praia da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, desencadeou uma onda de relatos sobre práticas abusivas por parte de pessoas que se apresentam como massagistas. As denúncias apontam que esses indivíduos iniciam massagens em banhistas sem qualquer consentimento prévio e, posteriormente, insistem na cobrança, por vezes com agressividade.
## Abordagens e Cobranças Agressivas
As imagens que circularam nas redes sociais, embora não revelem o contexto completo da discussão, sugerem um desentendimento entre uma suposta massagista e uma banhista que não teria solicitado o serviço. Relatos de testemunhas indicam que a massagem começou à revelia da cliente, que se recusava a pagar. Durante a confusão, a vítima, descrita como turista, tentava se defender enquanto a agressora gritava em espanhol exigindo pagamento. Um homem que acompanhava a turista tentou intervir.
Após a viralização do vídeo, frequentadores e trabalhadores de praias como a da Barra e Copacabana passaram a compartilhar experiências semelhantes. As queixas incluem abordagens sem permissão, início de atendimento sem autorização e exigência de pagamento, com relatos de intimidação e discussões quando há recusa. Alguns trabalhadores afirmam ter sido agredidos e denunciam a prática de alteração de valores ao final do serviço, forçando o pagamento.
## Operação 'Tolerância Zero' na Orla
Em resposta à crescente desordem e aos incidentes relatados, a prefeitura do Rio de Janeiro lançou a operação "Tolerância Zero" para intensificar a fiscalização na orla da Zona Sul. A ação abrange tanto o calçadão quanto a areia, com o objetivo de coibir o comércio irregular e outras atividades não autorizadas.
No primeiro dia da operação, foram abordados 88 ambulantes, resultando na apreensão de 108 bebidas e 136 alimentos sem comprovação de origem ou nota fiscal. Equipamentos como triciclos e carrocinhas, além de veículos usados como depósitos irregulares, também foram recolhidos. A presença ostensiva dos fiscais causou um esvaziamento do comércio ambulante em praias como Copacabana, provocando um protesto de camelôs que chegaram a fechar vias da Avenida Atlântica.
O plano de ordenamento da orla prevê o emprego de 160 agentes em regime de 24 horas, com 69 pontos de monitoramento. Essa medida surge após uma série de reportagens que evidenciaram a desorganização na orla, incluindo conflitos entre facções criminosas pelo controle de áreas como Leme e Copacabana. A prefeitura busca restabelecer a ordem e a segurança para frequentadores e trabalhadores legítimos.