Mãe presa por omissão é impedida de ir ao velório do filho

Mãe presa por omissão em caso de morte do filho, Oliver, de 3 anos, em Viamão (RS), é impedida de ir ao velório. Defesa contesta, alegando 'punição antecipada'.

Mãe presa por omissão é impedida de ir ao velório do filho

A defesa de Mayanna Rodgers, que está presa preventivamente sob acusação de omissão no caso de seu filho Oliver, de apenas 3 anos, morto em Viamão, no Rio Grande do Sul, manifestou discordância com a decisão que a impede de comparecer ao velório da criança.

Oliver foi encontrado morto em sua residência no último sábado (25). A mãe, Mayanna Rodgers, foi presa no dia seguinte, também sob suspeita de omissão. No entanto, a defesa alega que a decisão de impedir sua participação no velório configura uma 'punição antecipada'.

## Impasse sobre o Velório

A direção do presídio onde Mayanna está detida teria se manifestado contra a liberação da presa para o velório, citando questões de segurança e a natureza do crime em que ela está envolvida. A argumentação é de que sua presença poderia gerar transtornos e que a decisão judicial deve ser cumprida.

Por outro lado, os advogados de Mayanna Rodgers sustentam que o direito de uma mãe de se despedir do filho, mesmo em circunstâncias trágicas e sob investigação, deveria prevalecer. Eles argumentam que a ausência no velório representa um sofrimento adicional para a mãe e que a decisão judicial não levou em consideração esse aspecto humano.

## O Caso Oliver

O caso chocou a comunidade de Viamão e gerou comoção em todo o estado. Oliver, de 3 anos, foi vítima de violência e sua morte levantou questionamentos sobre a responsabilidade dos pais e a rede de proteção infantil. A investigação segue em andamento para apurar todas as circunstâncias que levaram à morte do menino e determinar as responsabilidades.

A defesa de Mayanna Rodgers reiterou o compromisso em colaborar com as investigações, mas ressalta a importância de garantir os direitos básicos da acusada durante o processo. A expectativa é que o judiciário reavalie o pedido de liberação para o velório, considerando o impacto emocional sobre a mãe e a necessidade de um desfecho mais humano para esta etapa do caso.