Mãe presa por morte de bebê; traumatismo craniano descarta engasgo

Mãe é presa em Pelotas (RS) suspeita de matar filho de 1 ano e 7 meses. Perícia aponta traumatismo craniano como causa da morte, descartando engasgo. Bebê apresentava marcas de agressão e queimaduras.

Mãe presa por morte de bebê; traumatismo craniano descarta engasgo

Uma mulher de 33 anos foi presa em Pelotas, no Rio Grande do Sul, sob suspeita de envolvimento na morte de seu filho de um ano e sete meses. A Polícia Civil investiga o caso como maus-tratos com resultado morte. Segundo a delegada Lisiane Mattarredona, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado na madrugada de sexta-feira (17) para atender a um suposto caso de engasgo com leite. Ao chegarem, os socorristas encontraram a criança sem vida na residência.

## Perícia Aponta Traumatismo Craniano

A perícia realizada constatou que a causa da morte foi traumatismo craniano, descartando a hipótese de engasgo. A delegada informou que o bebê apresentava marcas de agressão e queimaduras pelo corpo. "Não há dúvida de que essa criança morreu em decorrência de um traumatismo craniano. Agora, a gente tem que avançar um pouco mais para entender as circunstâncias desse óbito", declarou a delegada.

A suspeita da polícia é de que a mulher planejasse fugir. Conforme a delegada, a criança sofria grande negligência e falta de cuidado, o que pode ter contribuído para o óbito. A Justiça do Rio Grande do Sul decretou a prisão preventiva da mulher, que não compareceu ao velório do filho.

## Investigação em Andamento

Em outro caso similar, mas ainda em investigação, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul apura a morte de um bebê de um ano ocorrida no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A criança deu entrada na unidade hospitalar na sexta-feira (10) e faleceu no domingo (12). A suspeita, segundo o diretor da Divisão Especial da Criança e do Adolescente (DECA) no RS, André Ciardullo Mocciaro, é de maus-tratos devido a sinais de violência. No entanto, uma perícia médica legal é necessária para determinar se esses sinais estão diretamente ligados à causa da morte. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre informou que não comentará o caso.